Voltemos ao Evangelho

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terça-feira, 1 de maio de 2012

O VALOR DA PALAVRA PROFÉTICA 2


“Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim. Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao SENHOR, e à sua bondade, no fim dos dias” (Os 3. 4, 5).
Certamente você já se perguntou por que Israel tem uma história tão conturbada. Pela Palavra, posso lhe afirmar que eles continuarão assim até o “fim dos dias”. Mas também sou convicto de que Deus sempre esteve presente na vida daquele povo, assim como hoje, está presente na vida da Noiva de Cristo e continua governando toda a história, até que chegue Aquele Dia.
Mas vamos buscar um pouco mais de entendimento acerca do porquê Oséias e todos os demais profetas terem sido tão precisos, no que se refere aos fatos históricos que (do nosso ponto de vista) já aconteceram e daqueles que ainda acontecerão.
Vimos, no post anterior, que o povo de Daniel está cego para a Palavra Profética. É certo que há exceções, como Simeão e Ana (Lc 2. 25-38), por exemplo. E esses parcos exemplos servem para nos confirmar a verdade exposta em Dn 12. 4, 9.
Paradoxalmente, o povo que deveria enxergar também está cego (Ap 22. 10), mas isso é para se cumprir a profecia em Ap 3. 14-22.
Voltando a Daniel, mas agora no capítulo 9, do 22 ao início do 24:
“Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.”
Assim, como acabamos de ler, se quisermos “entender a visão” e “entender o sentido”, temos que obedecer a mesma ordem que foi dada a Daniel: “considera a Palavra”. Portanto, sigamos os passos de Daniel, que aprendeu com Jeremias: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos (Dn 9. 2).
Então vamos ao profeta com quem Daniel aprendeu, Jr 25. 10 - 12:
“E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candieiro. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.”
Antes de Daniel, Jeremias já havia entendido que Israel permaneceria no cativeiro por 70 anos. Mas qual foi a desobediência que esse povo cometeu para que ficassem escravos por tanto tempo? 
“E os que escaparam da espada levou para Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia. Para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram(2Cr 36. 20, 21).
Agora sim ficou claro! Talvez você esteja pensando: Mas nem tanto.
Bom, que Israel deveria passar 70 anos no cativeiro, isso já havia ficado claro desde Daniel e, mais ainda, em Jeremias. Mas o porquê só podemos discernir aqui: até que a terra se agradasse dos seus sábados”. Para que entendamos a visão e o sentido da profecia, precisamos entender o que Daniel entendeu e, assim, tudo vai ficando mais claro, a medida que aprendemos a estudar o que Daniel estudava, o Antigo Testamento.
Acabamos de verificar que ao Senhor devolveu para terra os seus sábados roubados por Israel; “Também eu me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei (Lv 26. 42). Compare com até que a terra se agradasse dos seus sábados”, que acabamos de ler em 2º Crônicas.
Meus amigos! Quando lembrarmos da Palavra que diz:  “Deus é fiel”. Devemos temer e tremer, antes de celebrar. Falta temor de Deus em nossa geração. Sim, Deus é fiel, mas fiel a quê? Fiel a Sua Palavra! Ele prometeu que lembraria das suas alianças e da terra, caso Israel se esquecesse delas. E o Eterno não esquece suas alianças:
“Falou mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR (Lv 25. 1, 2).
Os hebreus entraram na terra, se fartaram, se alegraram, desfrutaram das bênçãos do Senhor. Assim como muitos de nós fazemos hoje. Entretanto, havia uma aliança firmada pelo Senhor com o seu povo. Ele cumpriu o que profetizou e eles entraram na terra. Mas, lamentavelmente, o povo se esqueceu a aliança que fizeram com o Seu Deus.
Porém, se um sábado corresponde a um dia por que eles pagaram 70 anos de dívida? Considera, pois, a palavra, e entende a visão”, desde Levítico 25:
“Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra” (vv. 3 - 5)
Não são sete dias, são sete anos! Israel ‘se esqueceu’ de guardar a terra, um sábado (um ano) a cada seis anos. Esse foi o conceito resgatado por Jeremias e por Daniel, ao entenderem as profecias. Uma semana não se tratava de sete dias, mas de sete anos! Por isso, depois de roubarem da terra 490 anos sem guardar o sábado do Senhor, esse mesmo Senhor, Fiel, se lembrou da terra (Lv 26. 42) e - como a matemática não mudou daqueles dias até hoje - Israel foi tirado da terra por 70 anos (490 anos ÷ 7)até que a terra se agradasse dos seus sábados.
Pronto. Irmão em Cristo, assim como Daniel foi obrigado a parar e voltar às veredas antigas, estudar e entender a Palavra de Deus, assim também você fez hoje, até que pudesse discernir e ter o mesmo referencial dos profetas. Agora, você pode dizer o que ele disse: “eu, Daniel [e também você], entendi pelos livros.
Agora, você está habilitado a voltar ao início e “entender” a visão e o sentido de Dn 9. 22 - 27 e 12. 1, sem nem mesmo precisar de ler a próxima postagem que dará continuidade ao assunto. 

O VALOR DA PALAVRA PROFÉTICA



Que a cristandade continua alheia a Palavra de Deus, isso não é novidade. E que as mensagens continuam construindo ilusões de castelo de areia, usando para isso a própria Bíblia, isso também não é novo. Então, se arriscar em escrever em um blog sobre Palavra Profética, isso é pedir para que quase ninguém leia essa matéria ou, ainda, nem mesmo volte a visitar essa página.
Mas, como estamos falando de um assunto que, se condensado, somam 6.408 versículos, dos quais 3.268 já foram literalmente cumpridos, julgo que vale à pena escrever sobre a Palavra Profética.
Antes, um parágrafo esclarecedor:
Há pouco mais de 10 anos, aprendi que cerca de 30% da Bíblia não pode ser desconsiderada e tido como um assunto banal e que não faça diferença na interpretação de todos os livros e cartas, ali contidos. Do contrário, penso que perdi tempo em não estudar a Palavra Profética mais a sério e que todos os cristãos deveriam saber que não há outro assunto que tome um volume tão significativo na Bíblia, pois estamos falando de ⅓ das Escrituras. Experimente sacar a terça parte do seu corpo…. E por que fazemos isso com a Palavra de Deus? Creio que o entendimento da Palavra profética faz total diferença na vida das pessoas; em como distinguimos o que é sagrado, os ensinos maliciosos e egocêntricos (sem nos iludir com a pressão da mídia evangélica), aprendemos a valorizar o que é eterno, em detrimento do que é temporal, e o porquê do cristão não viver de sobressaltos pelos acontecimentos dos tempos do fim.
Vamos começar observando a diferença entre o entendimento da Palavra Profética para a Igreja de Cristo e para o povo de Daniel. E, na próxima postagem, continuaremos a nos aprofundar nesse mesmo assunto, tão essencial para discernirmos as Escrituras e o seu cumprimento.
“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” (Dn 12.1).
Perceba que, quando Deus falou especificamente para o povo de Daniel — ainda não existia a Igreja de Cristo. Há uma profecia para aquele povo! Temos que aprender a discernir o que Deus fala para nós, os gentios. E, se a Palavra de Deus é confiável, tudo o que está nela será cumprido (Is 46. 9, 10). E, ainda, quem professa crer em Jesus, crê na Palavra que leva o Seu próprio nome (Ap 19. 13). Pois, se Deus cumpriu com todos os 332 versículos que falam sobre a primeira vinda do Messias, por que deixaria de cumprir, com cada riqueza de detalhe, acerca do arrebatamento, da última semana da vida de Israel, da segunda vinda do Messias, do milênio e da Eternidade?
Ao final do próximo post, o objetivo é a compreensão completa de Dn 12.1. No momento, vejamos o que diz Dn 12. 4: E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. Agora, compare com que o próprio Senhor Jesus diz em Ap 22. 10: E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
Irmãos em Cristo, se até agora as minhas palavras não lhes convenceram do valor da Palavra Profética, concito-os a reler e verificarem a gigantesca diferença entre o entendimento que a Noiva de Cristo deveria ter, sobre deste assunto, e o entendimento que o povo hebreu tem, até os dias de hoje e “até ao tempos do fim” (vide também Dn 12. 9).
Enfim, àqueles que perceberam a importância, como Corpo de Cristo, de discernirem os tempos e valorizarem a Palavra Profética, a próxima publicação será seguimento dessa. Aguardem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A LEI DA SUBTRAÇÃO


O novo nascimento, em Cristo, não é um chamado para prosperidade pessoal e materialista. Do contrário, o chamado do evangelho é para a adversidade, para a autonegação, para que andemos na contracultura hedonista da sociedade.
A prosperidade que Deus tem para os seus filhos não se refere ao acúmulo de riquezas e a busca da tal “independência econômica”. Antes, se refere ao fato do cristão ser bem sucedido no objetivo de alcançar os propósitos do seu Senhor, durante a peregrinação nesta terra, e cumprir sua missão no Reino que agora ele faz parte.
Contudo, o ranço do imperialismo religioso romano e um certo grau de revanchismo ­­— em função das perseguições do tempo em que ser cristão não era símbolo de status mas, do contrário, ignorância —, costumamos retorcer e até desconsiderar os contextos bíblicos, de maneira que as pessoas sejam atraídas por supostos benefícios de um cristianismo sem sangue.
Nesse tipo de neocristianismo, não se falam de valores eternos, nem do reconhecimento da condição pessoal caída que herdamos e que, portanto, o homem natural necessita desesperamente do Messias Salvador. Ao invés disso, o ilusionismo cristianizado cria suas próprias leis, apoiadas em recortes da bíblia ou em afirmações que seguem a mesma lógica de que uma mulher tem o direito de assassinar o seu filho no início da gestação.
E se vão reeditando antigas crenças e seguindo leis como a da atração, a da prosperidade material, da semeadura e assim por diante. Em consequência, há um proposital esquecimento de um cristianismo que deveria ser simples, iniciando pela consciência do salário do pecado e a provisão definitiva em Cristo.
Mas porque ninguém fala, por exemplo, de uma lei da subtração? Sim, já que é para criar algo diferenciado, por que não? Será que é pelo fato desse tipo de verdade não dar pontos na audiência do IBOP gospel? Ou porque esse tipo de mensagem expõe quem realmente somos e isso afasta as multidões desejosas de barganhar seus interesses com um deus permissivo, de forma a satisfazer a cobiças dos olhos, a cobiça da carne e a soberba da vida? Seriam estes os motivos de existirem tantos evangélicos no Brasil, mas tão pouco sal dando gosto na sociedade?
Se há uma lei que deveria estar em alta, não seria a que exalta o egocentrismo humano, mas a lei da subtração. Porque aquilo que tínhamos como prazeroso e que não considerávamos mal em si, ao nascer do Espírito, perdemos.
Aquilo que nos trazia prazer e que intensificava os nossos sentidos e sentimentos e que nos dava uma certa segurança, por aquilo que vemos... Perder tudo isso não é nada agradável, inicialmente. Do contrário, isso é irracional para o homem natural, é loucura para os que não crêem em um evangelho que começa com: "Quem quer vir após mim, NEGUE-SE A SI MESMO...".
Que chamado é esse? Que evangelho é esse, tão estranho e desconhecido da maioria dos cristãos modernos? Parece até que isso quer dizer que quem roubava não vai roubar mais; quem tinha relacionamentos extraconjugais não terá mais; quem gostava de fumar, jogar, beber... Tudo lhe será subtraído! Esse é  um chamado que não parece nada agradável.
E qual a recompensa? Essa, pelo menos, deve ser estimulante para que alguém venha a tomar tal decisão, de se arrepender da vida que leva e entregar tudo diante de Deus.
A grande recompensa, depois da conversão de homem natural em um homem espiritual é espiritual. É isso mesmo, não se trata de uma troca de fidelidade e obediência a Deus por uma vida tranquila regada de facilidades e posses.  E mais, depois da conversão, ainda há um caminho de santificação, onde as perdas, segundo o referencial do homem, vão aumentando ainda mais. A única adição garantida pelo Pai e que nos é ou deveria ser mais suficiente do que todos os benefícios do mundo é sermos feitos filho de Deus.
Isso pode até parecer pequeno, porém, na verdade, é o que há de maior e mais importante na vida de todo e qualquer ser humano, assim como foi na vida do próprio Messias.
Lembremos do que o diabo fez, quando foi até a presença de Jesus. Ele não tentou a Jesus pela fome, poder ou qualquer coisa que vemos superficialmente no texto. O que o diabo fez e repetiu a mesma tentação foi: "Se és Filho de Deus..." (Mt 4). O que há de mais significativo para mim e para você é sermos filhos de Deus. Todas as tentações iniciam quando não temos a convicção legitimidade desta filiação.
Ouvimos: Se é filho de Deus, então por que você sofre? Por que você não tem, enquanto o ímpio tem? Por que você é privado de tantas coisas?
Daí, podemos chegar a algumas conclusões absolutamente naturais: É melhor não ser filho de Deus. Ou, a mais difundida em nossos dias; vamos provar que somos filhos de Deus e que nós também podemos tudo o que os outros podem, certo?
Errado! Sim, errado. Basta olhar para o que Cristo não fez. Pois é, o diabo tentou a Cristo que provasse quem Ele era. Mas em nenhum momento o Senhor titubeou na segurança de quem Ele era, o Filho de Deus. E o diabo não desistiu após o seu insucesso, disse que voltaria e, no calvário, voltou: “Se és Filho de Deus...” (Mt 27).
Você também tem absoluta certeza de sua filiação? Certeza à ponto de não ceder a tentação de impressionar e de tentar provar quem você é? Se você tivesse o poder de transformar pedras em pães ou ter todos os bens que quisesse, o que faria? Certamente você pensou em trilhar o caminho da cruz. Ou não?

domingo, 25 de março de 2012

E ENTÃO VIRÁ O FIM!



A interpretação de qualquer texto é uma arte que não deixa de lado a ciência que a sustenta. É como se estivéssemos diante de 5.000 peças de um quebra-cabeças, espalhadas no chão sala. Naturalmente, a primeira atitude de quem se dispõe a montar um quadro desse quilate é observar atentamente a caixa, ou seja, contemplar a linda foto que aquelas peças desconectadas, um dia, vão se tornar. E esse é um processo que se repete a todo momento em que se encaixa uma nova peça à outra e que dura até depois que as milhares de peças, enfim, se tornam uma obra de arte.
Com a interpretação da Bíblia não é diferente. A compreensão de um texto do Novo Testamento depende, direta ou diretamente do discernimento de textos milenares do Antigo Testamento (e vice-versa). E quanto mais ampliamos o compromisso com a completude da Bíblia, mais contextualizamos o que lemos e mais revelações vão sendo desanuviadas aos nossos olhos. Enquanto isso, ao mesmo tempo, mais paradigmas vão se quebrando e as crendices evangelicalistas vão perdendo força, diante do velório da ignorância bíblica.
E, assim, chegamos ao texto de hoje:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Sem a pretensão de defender uma visão pré, ½, ⅘ ou pós — uma discussão secular que, obviamente, eu não vou dar um fim nela hoje —, gostaria de contribuir para ampliar um pouco mais os horizontes bíblicos da leitura da tão conhecida e citada passagem em Mt 24. 14.
É comum ouvirmos que o arrebatamento virá depois que a Igreja pregar o evangelho por ‘todo o mundo’. E com base apenas no texto acima, até que encontramos alguma lógica nessa afirmação. Mas, se continuarmos a leitura da Bíblia, até o fim, veremos que há mais entre Mt 24 e Ap 14 do que nossa vã filosofia poderia sequer imaginar:
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (v. 6).
Pela interpretação isolada ou hedonista e hollywoodiana de Mt 24, até poderíamos cogitar que: 'o destino do mundo está em nossas mãos'. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o Eterno não está com Sua soberania ameaçada ou controlada por homens que lutam contra a cobiça dos olhos, da carne e a soberba da vida e que, ainda, habitam em corpos corruptíveis. 
Enfim, realmente o fim do mundo virá! Não sabemos se ainda este ano ou  se a misericórdia de Deus reserva mais alguns anos à frente. E o fim será depois que o evangelho for pregado “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Até esse ponto, toda linha interpretativa concorda.
Mas, para desilusão e/ou desespero de alguns, a Bíblia não diz que seremos nós, a Igreja de Cristo, que iremos cumprir tão nobre missão. Do contrário, será um anônimo, um anjo sem o seu nome em alto relevo. E essa realidade nos remete a muitos outros paradigmas que vão se rasgando, de alto a baixo, e que nos são impostos desde o imperialismo romanista cristianizado, que até hoje permeia as casas de oração.

domingo, 18 de março de 2012

O RECHAÇO A MENSAGEM DE CONFRONTAÇÃO

Última lição da série "COMO NOS DIAS DE NOÉ"ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:

segunda-feira, 12 de março de 2012

A MULTIPLICAÇÃO DA MALDADE

Quinta lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:

segunda-feira, 5 de março de 2012

UM APARENTE AVIVAMENTO

 Quarta lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:


AGORA COM O ÁUDIO DISPONÍVEL

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O DIVÓRCIO E O DEUS DA MÚSICA

Terceira lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Passando por um tempo muito difícil, decidi reler o que há dois anos escrevi sobre fé. Por isso e porque esta postagem passou das mil visualizações, resolvi coloca-la novamente no topo da lista. Pode ser que você esteja precisando "ouvir-la", mais uma vez, tanto quanto eu.
Deus nos abençoe e nos guarde.
Existe uma tendência em nós de falar mais do que praticar. Se a teoria e a prática cristã sobre oração se aproximassem, teríamos realmente famílias avivadas.
 Família. Pessoas que conhecem umas as outras, muito além das máscaras sociais, como elas realmente são, não como elas têm fé que sejam.
A fé é uma das qualidades que distinguem o cristão. Ou deveria ser. Mas, para muitos a fé não é mais do que um firme desejo de que as coisas saiam bem. É a esperança de que as circunstâncias se resolvam favoravelmente. Está incutido no ambiente evangélico que a fé é a manifestação, com entusiasmo e convicção, daquilo que desejamos (“em nome de Jesus”).
A.W. Tozer disse certa vez: “Se Deus tirasse o Espírito Santo deste mundo, boa parte daquilo que a igreja está fazendo prosseguiria como se nada tivesse acontecido e ninguém notaria a diferença”. E, se formos honestos, veremos o quão verdadeira esta afirmação tem se revelado em nossos dias. E isso é muito diferente do que nos expõe as Escrituras acerca da fé, como podemos destacar em Gn 22.3:
“Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e preparou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.”
Em circunstâncias bem mais amenas, muitos de nós estaríamos vivendo no centro de uma profunda crise pessoal. Entretanto, Abraão não deixou de abrir mão do maior dos seus desejos - e que também havia sido o sinal da bênção de Deus em sua vida.
É bem verdade que a noite posterior as instruções de Deus, deve ter sido angustiante para o patriarca. Não lhe foi explicado absolutamente nada que envolvesse tamanho sofrimento. O filho há tantos anos esperado? Por que, se foi Ele mesmo que prometeu? (…)
Abraão não permitiu que as emoções e desejos do seu coração fossem o fator decisivo em sua resposta, pois o servo de Deus foi chamado para a obediência, ainda que não compreenda o que o seu Senhor está fazendo e nem porque está envolvido em tais circunstâncias. Nas palavras de Paulo, somos chamados para ser ‘escravos da obediência’ (Rm 6. 16).
Que abundância de verbos! Se levantou, preparou, tomou, cortou, levantou-se (novamente) e foi. A dor de pai fica em segundo plano. Na madrugada, o servo fiel começa a dar os passos necessários de quem vive segundo a essência da fé. E isso não tem nada haver com teologia da mediocridade. Medíocre é quem não compreende que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos ressuscitar a Isaque (Hb 11.9).
A fé é a convicção profunda na fidelidade de Deus, porque “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8. 28). A fé nos conduz a ação, não importando o quão contraditórias e difíceis sejam ou pareçam ser as circunstâncias, porque sabemos que Deus nunca se verá limitado em cumprir seu propósito em nós.
Fé significa se entregar e confiar no Deus da Palavra. Mas não como idealizamos ou como os discursos da famigerada auto-ajuda tentam nos convencer. E, sim, como Ele se revela em sua Palavra e conforme a orientação e ação do Seu Espírito em nós.
Que, mesmo em tempos difíceis, a paz de Cristo seja o nosso guia. E que a nossa fé possa se caracterizar pela mesma abundância de verbos! Quem tem ouvidos ouça.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A EXALTAÇÃO DA SENSUALIDADE


 Segunda lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

CRISTIANISMO SEM SANGUE

          Eis a primeira série de estudos bíblicos de 2012: "Como nos dias de Noé".
          Este estudo foi baseado nas palestras de Chuy Olivares, um estudioso do evangelho que serve ao Senhor no México. Esta série se dividirá em seis lições, as quais você pode ampliar, estudar e baixar.
Fraterno abraço a todos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POSSO TODAS AS COISAS...


Este é um dos brados de guerra tão repetido quanto distorcido pelos púlpitos retumbantes, mundo a fora. E também faz parte da grade curricular das lições que a cristandade tem aprendido com a pós-modernidade: Vencer para consumir e consumir para vencer.

“Não digo isto por causa da necessidade, porque aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar por falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade” (Filipenses 4. 11 e 12).

E este é mais um daqueles textos paulinos, que não precisam de nenhuma interpretação mística ou uma revelação seletiva para que possamos compreende-lo. Mas, infelizmente, é também um versículo absolutamente irrelevante para o evangelicalismo triunfalista, que prega um reino miserável, pobre, cego e nu em nossos dias.

    Tudo isso faz parte do toque da morna trombeta Laodicence, que ainda hoje ecoa nos quatros ventos,  ou melhor, em todas as sintonias, dizendo:
- “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Apocalipse 3. 17).

Uma doutrina bestial que se aproveita das necessidades alheias para emocionar, iludir e converter o bolso de sua plateia. Um engodo que não se importa em tratar do espírito do homem e sua alma. Do contrário, alimenta a ganância e o descontentamento, estimulando o consumo ‘ungido’ e ‘para honra e glória de um deus’.

Não tenho nada contra uma vida confortável. Me dói ver a ostentação dos pastores de si mesmos (Filipenses 4. 5), os quais pregam mais sobre o ter e o poder do que a salvação e a santificação. Investem mais em suas imagens de empresários bem-sucedidos do que no resgate do perdido e na preparação e formação do homem espiritual. Antes, transformam o que deveria ser conhecido como igreja, em uma sociedade de consumo desvairado, com codinomes diferentes para os seus desejos e apetites.

Tanto a abundância e a fartura, quanto a fome e o padecer necessidade fazem parte da vida e do homem. Mas apenas um caráter profundamente trabalhado por Deus, quando é experimentado nos desertos da vida, ao invés de se comportar como um menino mimado, declara para sua própria alma e para todos em seu raio de ação:
- “Posso todas as coisa em Cristo que me fortalece” (v. 13).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CADA UM TOME A SUA CRUZ


parte 2
O cristão não é chamado para ser um Relações Públicas do cristianismo. E quem prega a Palavra não é chamado para produzir traillers promocionais, com a finalidade de iludir e atrair uma grande plateia. Somos a voz que clama no deserto: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino de Deus” (Mt 3.2).

  O caminho da salvação em Cristo inclui por uma porta estreita e muitos procurarão entrar, não poderão (Lc 13. 24). Então, aqueles que anunciam a Palavra e omitem a crucificação da carne, como condição para ser um discípulo de Jesus, ou estão sinceramente enganados ou existe um objetivo oculto em transformar o púlpito em plataforma de autopromoção popular e fonte de renda. De qualquer maneira, arrependam-se!

Tomar, a cada dia, sua cruz e seguir os passos do Mestre é se declarar inimigo de tudo o que é inimigo de Deus (1Jo 2. 16). Portanto, a morte do nosso egocentrismo é extremamente necessária, porque se não houver morte, não haverá novo nascimento (Jo 3. 3).

Contudo, a nossa capacidade de racionalizar e interpretar a Bíblia a luz do nosso próprio interesse nos conduz aos caminhos largos, e o próprio Senhor nos chama a atenção para este perigo. Quando não damos ouvidos às advertências do Pai, começamos a dar lugar as pequenas concessões e, em consequência, uma pequena queda termina em outra, até que estejamos no fundo de um abismo, onde não há luz e o homem é tomado pela cegueira.

Com a Bíblia nas mãos, mas sem enxergar a luz. Essa condição é pior do que a anterior, quando ainda não conhecia a salvação. Conhecer a Verdade vai além da citação de longos trechos decorados. Conhecer é se submeter ao Senhor conforme o que está escrito, não segundo o que queremos entender.

Só há uma atitude que conduz a vida: Tomar a cruz da autonegação que cabe a cada um de nós; crer na Obra salvadora por intermédio do Senhor Jesus Cristo e; aprender d’Ele com humildade e submissão. E Ele nos conduzirá através da Porta Estreita, aquela que poucos entrarão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CADA UM TOME A SUA CRUZ


“Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens” (Mc 8. 33)
E quantos são os frequentadores de igrejas que também não compreendem as coisas de Deus? Esse é o cerne da compreensão das palavras de Cristo e, principalmente, a condição para sua aplicação a nossa vida.
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (v. 34)
O cristianismo pós-moderno não se preocupa com a questão de seguir os passos de Jesus. Os pregadores e cantores estão mais preocupados em destacar o que há de comum entre o cristianismo e que a vida que as pessoas estão acostumadas a levar, do que as diferenças colossais entre os dois estilos de vida.
Consequentemente, existe uma massa denominada cristã que se ‘converteu’ sem ouvir uma mensagem que fala sobre reconhecimento e confissão dos pecados, arrependimento e novo nascimento. Isso trás uma grande aceitação evangélica na mídia e um rebanho muito distinto daquele que ‘nega a si mesmo’.
Aliás, negar, ser negativo ou palavras que não fazem parte da confissão positiva estão totalmente fora de cogitação nas pregações evangelicalistas do momento. No entanto, o Senhor Jesus chamou a atenção da multidão e lhes trouxe palavras de auto-negação explícitas, contundentes e com uma clareza inconfundível.
Jesus fala exatamente do instrumento de tortura mais abominável da época, a cruz. E não está em questão a Sua própria cruz, mas a nossa cruz, a que cada um deveria conduzir sobre a sua própria carne. Aquela cruz que tem a capacidade de intensificar a dor, que causa repulsa naqueles que vêem os pobres crucificados cambaleantes. Uma dor terrível que pode durar dias a fio, até que, enfim, a carne esteja morta.
É essa a cruz de quem quiser ser discípulo de Cristo... “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará” (v. 35). Essa cruz começa com o reconhecimento de que somos pecadores e que precisamos desesperadamente do perdão e do amor de Deus.  E continua com o arrependimento, confissão dos pecados e fé que Jesus é o Único Caminho que conduz o homem a vida plena com o Pai. Mas vai além... Até que o pecado já não tenha mais domínio e se torne um acidente na vida daquele que se fez um discípulo de Cristo, como relata a Bíblia; “Eu mentia e já não minto mais, eu roubava e já não roubo mais”. E assim por diante.
No mais, meus amigos, tudo são “demais coisas”.

domingo, 29 de janeiro de 2012

DESERTO, LUGAR DE ENCONTRO COM DEUS




Ao pior ano da minha breve existência, adeus.

     Não que não tenha havido nada de proveitoso, aliás, a verdade é que talvez tenha sido o ano em que o Bom Pastor mais retirou carrapichos da minha alma, ungiu a minha cabeça com azeite e me preparou uma mesa no deserto. Essa era  a forma em que Deus agia, levando Israel para aonde não havia nada que os distraíssem, quando precisava tratar com eles. E creio que ainda seja assim que Ele continue tratando com seus filhos de coração mais duro.
“Sou a única pessoa que conheço que perdeu U$ 250 milhões em um ano...Foi um bom construtor de caráter” (Steve Paul Jobs).
     Pensando assim posso até dizer que 2011 foi um tempo que será lembrado por toda a minha vida. Nunca tive e nem cheguei perto de uma fortuna, mas até o que eu não era meu foi levado. Descobri na própria carne que não estamos livres de uma tijolada na cabeça, contudo, posso testemunhar que, apesar de todas as perdas - nas quais computo a saúde, dinheiro, humilhação, vergonha -, enfim, apesar de todos os pesares, a essência da vida cristã é não perder a fé, a esperança e o amor (1 Co 13. 13).
     E, graças a Deus e pelos cuidados e orações da minha esposa, da família e dos amigos, sobrevivi. Salpicado como um tição salvo do fogo, mas estou de volta. As frustrações, decepções, traições podem até amargar o sabor da vida, caso não tenhamos fé suficiente para compreender que Deus governa tudo. Ele tem muitas maneiras de nos orientar, de falar conosco e em todas elas o Seu amor está presente. Podemos até levar um tempo para enxergar essa realidade, mas tudo está sob o governo do Senhor. Demorei para dar a luz a essa fé.


‘Senhor, muito obrigado por sua graça, misericódia e seu amor por mim’

     A todos o meu muito obrigado. No último ano descobri a quantidade de amigos que tenho, de gente que se importa comigo, de pessoas que fizeram a diferença em minha vida. E que a razão da nossa fé, o Senhor Jesus Cristo, ocupe a cada dia mais o centro das nossas vontades e o trono de nossas vidas.

Fraternalmente, em Cristo,
Omar.

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