Voltemos ao Evangelho

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O DIVÓRCIO E O DEUS DA MÚSICA

Terceira lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Passando por um tempo muito difícil, decidi reler o que há dois anos escrevi sobre fé. Por isso e porque esta postagem passou das mil visualizações, resolvi coloca-la novamente no topo da lista. Pode ser que você esteja precisando "ouvir-la", mais uma vez, tanto quanto eu.
Deus nos abençoe e nos guarde.
Existe uma tendência em nós de falar mais do que praticar. Se a teoria e a prática cristã sobre oração se aproximassem, teríamos realmente famílias avivadas.
 Família. Pessoas que conhecem umas as outras, muito além das máscaras sociais, como elas realmente são, não como elas têm fé que sejam.
A fé é uma das qualidades que distinguem o cristão. Ou deveria ser. Mas, para muitos a fé não é mais do que um firme desejo de que as coisas saiam bem. É a esperança de que as circunstâncias se resolvam favoravelmente. Está incutido no ambiente evangélico que a fé é a manifestação, com entusiasmo e convicção, daquilo que desejamos (“em nome de Jesus”).
A.W. Tozer disse certa vez: “Se Deus tirasse o Espírito Santo deste mundo, boa parte daquilo que a igreja está fazendo prosseguiria como se nada tivesse acontecido e ninguém notaria a diferença”. E, se formos honestos, veremos o quão verdadeira esta afirmação tem se revelado em nossos dias. E isso é muito diferente do que nos expõe as Escrituras acerca da fé, como podemos destacar em Gn 22.3:
“Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e preparou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.”
Em circunstâncias bem mais amenas, muitos de nós estaríamos vivendo no centro de uma profunda crise pessoal. Entretanto, Abraão não deixou de abrir mão do maior dos seus desejos - e que também havia sido o sinal da bênção de Deus em sua vida.
É bem verdade que a noite posterior as instruções de Deus, deve ter sido angustiante para o patriarca. Não lhe foi explicado absolutamente nada que envolvesse tamanho sofrimento. O filho há tantos anos esperado? Por que, se foi Ele mesmo que prometeu? (…)
Abraão não permitiu que as emoções e desejos do seu coração fossem o fator decisivo em sua resposta, pois o servo de Deus foi chamado para a obediência, ainda que não compreenda o que o seu Senhor está fazendo e nem porque está envolvido em tais circunstâncias. Nas palavras de Paulo, somos chamados para ser ‘escravos da obediência’ (Rm 6. 16).
Que abundância de verbos! Se levantou, preparou, tomou, cortou, levantou-se (novamente) e foi. A dor de pai fica em segundo plano. Na madrugada, o servo fiel começa a dar os passos necessários de quem vive segundo a essência da fé. E isso não tem nada haver com teologia da mediocridade. Medíocre é quem não compreende que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos ressuscitar a Isaque (Hb 11.9).
A fé é a convicção profunda na fidelidade de Deus, porque “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8. 28). A fé nos conduz a ação, não importando o quão contraditórias e difíceis sejam ou pareçam ser as circunstâncias, porque sabemos que Deus nunca se verá limitado em cumprir seu propósito em nós.
Fé significa se entregar e confiar no Deus da Palavra. Mas não como idealizamos ou como os discursos da famigerada auto-ajuda tentam nos convencer. E, sim, como Ele se revela em sua Palavra e conforme a orientação e ação do Seu Espírito em nós.
Que, mesmo em tempos difíceis, a paz de Cristo seja o nosso guia. E que a nossa fé possa se caracterizar pela mesma abundância de verbos! Quem tem ouvidos ouça.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A EXALTAÇÃO DA SENSUALIDADE


 Segunda lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

CRISTIANISMO SEM SANGUE

          Eis a primeira série de estudos bíblicos de 2012: "Como nos dias de Noé".
          Este estudo foi baseado nas palestras de Chuy Olivares, um estudioso do evangelho que serve ao Senhor no México. Esta série se dividirá em seis lições, as quais você pode ampliar, estudar e baixar.
Fraterno abraço a todos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POSSO TODAS AS COISAS...


Este é um dos brados de guerra tão repetido quanto distorcido pelos púlpitos retumbantes, mundo a fora. E também faz parte da grade curricular das lições que a cristandade tem aprendido com a pós-modernidade: Vencer para consumir e consumir para vencer.

“Não digo isto por causa da necessidade, porque aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar por falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade” (Filipenses 4. 11 e 12).

E este é mais um daqueles textos paulinos, que não precisam de nenhuma interpretação mística ou uma revelação seletiva para que possamos compreende-lo. Mas, infelizmente, é também um versículo absolutamente irrelevante para o evangelicalismo triunfalista, que prega um reino miserável, pobre, cego e nu em nossos dias.

    Tudo isso faz parte do toque da morna trombeta Laodicence, que ainda hoje ecoa nos quatros ventos,  ou melhor, em todas as sintonias, dizendo:
- “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Apocalipse 3. 17).

Uma doutrina bestial que se aproveita das necessidades alheias para emocionar, iludir e converter o bolso de sua plateia. Um engodo que não se importa em tratar do espírito do homem e sua alma. Do contrário, alimenta a ganância e o descontentamento, estimulando o consumo ‘ungido’ e ‘para honra e glória de um deus’.

Não tenho nada contra uma vida confortável. Me dói ver a ostentação dos pastores de si mesmos (Filipenses 4. 5), os quais pregam mais sobre o ter e o poder do que a salvação e a santificação. Investem mais em suas imagens de empresários bem-sucedidos do que no resgate do perdido e na preparação e formação do homem espiritual. Antes, transformam o que deveria ser conhecido como igreja, em uma sociedade de consumo desvairado, com codinomes diferentes para os seus desejos e apetites.

Tanto a abundância e a fartura, quanto a fome e o padecer necessidade fazem parte da vida e do homem. Mas apenas um caráter profundamente trabalhado por Deus, quando é experimentado nos desertos da vida, ao invés de se comportar como um menino mimado, declara para sua própria alma e para todos em seu raio de ação:
- “Posso todas as coisa em Cristo que me fortalece” (v. 13).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CADA UM TOME A SUA CRUZ


parte 2
O cristão não é chamado para ser um Relações Públicas do cristianismo. E quem prega a Palavra não é chamado para produzir traillers promocionais, com a finalidade de iludir e atrair uma grande plateia. Somos a voz que clama no deserto: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino de Deus” (Mt 3.2).

  O caminho da salvação em Cristo inclui por uma porta estreita e muitos procurarão entrar, não poderão (Lc 13. 24). Então, aqueles que anunciam a Palavra e omitem a crucificação da carne, como condição para ser um discípulo de Jesus, ou estão sinceramente enganados ou existe um objetivo oculto em transformar o púlpito em plataforma de autopromoção popular e fonte de renda. De qualquer maneira, arrependam-se!

Tomar, a cada dia, sua cruz e seguir os passos do Mestre é se declarar inimigo de tudo o que é inimigo de Deus (1Jo 2. 16). Portanto, a morte do nosso egocentrismo é extremamente necessária, porque se não houver morte, não haverá novo nascimento (Jo 3. 3).

Contudo, a nossa capacidade de racionalizar e interpretar a Bíblia a luz do nosso próprio interesse nos conduz aos caminhos largos, e o próprio Senhor nos chama a atenção para este perigo. Quando não damos ouvidos às advertências do Pai, começamos a dar lugar as pequenas concessões e, em consequência, uma pequena queda termina em outra, até que estejamos no fundo de um abismo, onde não há luz e o homem é tomado pela cegueira.

Com a Bíblia nas mãos, mas sem enxergar a luz. Essa condição é pior do que a anterior, quando ainda não conhecia a salvação. Conhecer a Verdade vai além da citação de longos trechos decorados. Conhecer é se submeter ao Senhor conforme o que está escrito, não segundo o que queremos entender.

Só há uma atitude que conduz a vida: Tomar a cruz da autonegação que cabe a cada um de nós; crer na Obra salvadora por intermédio do Senhor Jesus Cristo e; aprender d’Ele com humildade e submissão. E Ele nos conduzirá através da Porta Estreita, aquela que poucos entrarão.

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