Voltemos ao Evangelho

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domingo, 20 de setembro de 2009

AUTENTICADOS PELO 'SENTIR'

A Igreja está viciada em adrenalina. A dependência e o estímulo do ‘sentir’ tem sido uma marca registrada da corrupção dos cultos cristãos. A Obra libertadora da salvação vem sendo reeditada pelos profetas pós-modernos. Como o sacrifício na cruz do calvário não tem sido mais suficiente para grande parte dos cristãos, cresce a dependência de um ‘novo’ agir de Deus, nem que para isso a teologia do terreiro ganhe status de revelação divina - com todos os demônios nominalmente identificados (sendo que o próprio pai da mentira os revelou no tempo da escravidão [mas que os falsos mestres e os mestres enganados estão trazendo como verdade aprendida com satanás]) -, aí, sim, dando o suporte que os filhos de Deus sentiam que precisavam para serem 'libertos' ou 'relibertos' de supostas ou impostas maldições hereditárias.

Depois de se ganhar esta ‘batalha espiritual’, está aberto então o caminho para se chegar a tão almejada ‘vitória financeira’. Basta que para isso se façam módicos investimentos, antigamente chamados de indulgências, a fim de se garantir o seu pedaço do céu, ainda na terra.

Muitos destes enganados ou enganadores defendem uma livre interpretação da Bíblia como a grande conquista e herança do protestantismo. Kardec também abraçou sua livre interpretação. A dona E. G. White também. O que dizer da Torre de Vigília? E todos eles foram frutos de ambientes protestantes. Até que ponto é liberdade ou libertinagem? Onde está o limite? Pois a Palavra de Deus não foi revelada aos homens para que cada um tivesse a sua própria interpretação particular (1Tm4.6,7), mesmo porque a Palavra-é-de-Deus e não fruto da vontade humana (2Pe1.19-21). Portanto, se qualquer interpretação for incoerente com a própria Palavra, então, alguém está errado; ou o pseudo-intérprete ou a própria Palavra.

Graças a Deus pelos que permanecem com a Palavra, porque ela continua sendo fiel e digna de toda a aceitação (1Tm4.9). E o poder de Deus permanece suficiente para que possamos discernir espiritualmente a Sua ação transformadora em nossas vidas, sem que tenhamos que nos submeter a escravidão dos sentimentos humanos.

Portanto, se a Bíblia diz que existe uma “boa doutrina” é porque existe também a má doutrina, aquela que se parece muito com a boa, que é encoberta, mas que aponta para o caminho da ganância, da avareza e da perdição (2Pe2.1-3). “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1Tm4.1-2).

Vivemos o tempo em que a forte tendência do igrejismo é fazer as pessoas pensarem que são cristãs, quando não são. Pois não houve uma experiência pessoal transformadora e que apontasse ao homem o caminho de uma vida de santidade ao Senhor, onde o pecado não mais terá domínio, pois a semelhança de Cristo passa a ser sua prioridade e seu grande alvo. Ao invés disso, se busca uma vida que está longe de ser aquela que o Cristo chama de abundante, verdadeira, sarada e sem as sandices impostas pelo capital. Quem tem ouvidos ouça!

domingo, 13 de setembro de 2009

JULGAR OU NÃO JULGAR, EIS A QUESTÃO!

Meu amigo Ricardo (www.opensador.info) me enviou uma boa frase estes dias; “A letra mata, mas a ignorância também”. Eis um laço bem armado pela preguiça empanada com a cobertura da humildade.

O julgamento das pessoas normalmente descamba para um referencial dogmático preexistente e ainda arraigado em nossas entranhas. Justamente por não sermos oniscientes e por sermos totalmente tendenciosos é que o Senhor nos diz; “Não julgueis, para que não sejais julgado” (Mt 7. 1). O problema é que a mãe preguiça impede alguns poucos de continuarem a leitura do texto, cujo contexto está em alguém reparar “no argueiro que está no olho do teu irmão…”, ou seja, não julgueis o seu irmão ou o seu o seu próximo.

Em nenhum momento o Senhor quer nos anestesiar a capacidade de discernir e julgar os fatos e, principalmente, as doutrinas. E o mesmo continua dizendo; “Não deis aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas…” (v.6). E como saber quem é cão, quem é porco, quem é falso mestre, quem é quem?

Se tirar a capacidade do homem julgar, junto, se esvai a sua responsabilidade pelas decisões, tornando-o um irresponsável pelos seus atos. E, se isto fosse uma verdade, como seria a nossa sociedade? Éh, não seria uma sociedade.

A forma mais simples de se manipular as massas é faze-las não pensantes. Mas, antes dos pastores de si mesmos, os políticos e imperadores já descobriram esta máxima, haja vista um panorama em nosso próprio povo que, em grande parte, é comprável por até um prato de lentinhas.

De igual forma fazem os lobos disfarçados de profetas, apóstolos e semi-deuses. São os donos da verdade. E, se alguém intentar abrir-lhes a Bíblia de forma bereana… ‘Ai daquele que tocar no fingido, digo, ungido do sinhô’.

Não devemos gastar nosso tempo julgando os atos pecaminosos de um irmão. Antes, devemos orar pela misericórdia de Deus em sua vida e, caso o Senhor nos use, ainda podemos até trazer o irmão de volta ao caminho (isso se quem estiver fora não sejamos nós mesmos).

Julgueis, sim, e não sejais omissos! No que tange a doutrina, “acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Portanto, pelos seus frutos vos conhecereis” (v.20, 21).

Irmãos e amigos, não nos deixemos enganar, porque nem todos que dizem; Senhor, Senhor! realmente são homens de Deus. “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, que introduzirão encobertamente heresias de perdição… E muitos seguirão suas dissoluções…” (2Pe 2. 1, 2). Se fosse fácil de se identificar o falso no meio do verdadeiro, Deus não precisaria de nos deixar este alerta tão escancarado. Que a graça do Senhor nos seja suficiente, a fim de nos mantermos firmes n’Ele, até o fim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CRISTÃO OU MEMBRO?



O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador (A.W.Tozer).
Num tempo de crise em torno do que venha a ser um pastor, é certo que uma das grandes sequelas latentes é a crise do ser cristão. O que vem a ser isso? Seria possível um homem que não tem sede e fome de Deus ser considerado um cristão, um discípulo de Cristo? Será que basta levatar a mão e dizer “aceitei a Cristo em meu coração”?
Não quero entrar em ideologismos rebuscados, nem mergulhar num abismo negativista e saudosista acerca da Igreja que temos nos tornado. Mas também não podemos caminhar na auto-ilusão de que as coisas vão melhorar, numa má compreensão do jargão “o melhor ainda está por vir”.
O fato é que as igrejas tem nadado de braçada no mesmo rumo da sociedade em que está inserida. Ser cristão deveria ser sinônimo de gente que não se entrega ao pecado, aliás, o que vem a ser pecado, já que tudo está relativizado? A crise de absolutos faz com que a Palavra de Deus seja a maior ferramenta nas mãos dos estelionatários da fé. Há uma pandemônio ente forma e essência, entre ser e ter e, como disse um amigo blogueiro (www.ramonsdacosta.blogspot.com), a máxima que o ministério pastoral tem seguido é “penso logo qualquer coisa”. Qualquer coisa mesmo: animador de plateia; curandeiro que deveria dar plantão em uma UTI, ao invés de se enfurnar numa igreja e apenas dar um plantão diário de 2 ou 3 horas; promotor de pirâmides de network marketing; entre outras variações daquilo que se chama, hoje, de ministério pastoral.
Com tantos exercícios de uma fé extra bíblica de sucesso de massa, o resultado não poderia ser muito diferente do que temos hoje. Pessoas vazias enxendo os templos, mas que não sabem nem mesmo qual a razão da sua própria fé. A instituição igreja nunca esteve tão cheia de gente sem convicção da própria salvação - e que nem ao menos sabem o que isto significa direito -, mas que conhecem bem todas as fórmulas místicas de como se espremer as pseudopromessas, numa verdadeira cabala evangélica.
O mundo está carente de ouvir a voz profética da Igreja de Cristo, que diz:
- Arrependam-se dos seus pecados, enquanto o Reino está acessível. Hoje temos o advogado, Jesus Cristo, em breve Ele virá como o Juiz.

sábado, 5 de setembro de 2009

ADORAÇÃO E ADORADORES


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4. 23).

Este é um dos diálogos mais famosos do mundo, bem como aquele que Jesus teve com o Nicodemos (3. 16). Neste, o Senhor trás uma profunda revelação acerca de Sua identidade divina e de Seu principal propósito para com os homens. Naquele, o foco não está no próprio Pai, mas naquilo que Ele busca com tal interesse e intensidade, que foi capaz de enviar o Seu Filho único para cumprir esta missão, com o sacrifício da própria vida.

É interessante notar que os dois casos tratam de conversas entre o Cristo e um ímpio, o Santo e um profano. E é justamente este tipo de gente complicada, espiritualmente enganada, autosuficiente e enterrada no lamaçal do pecado, a estes, que o Pai permanece clamando: “Filho meu, dá-me o teu coração”.

O interesse do Pai permanece firme em você e em mim, pessoas comuns, originalmente desgraçados, sem nada que pudéssemos ter como referencial de verdade e de valor absoluto. Homens e mulheres iludidos com os prazeres temporais, com as vaidades da vida, a sensação de poder e de ter, mas que não consegue fugir engano e do vazio do coração. Invariavelmente, chegando ao fim da vida com o sentimento de abandono, errantes e ainda temendo a morte, o último dos nossos inimigos.

A estes mesmos é que o Senhor convida a rir e chorar ao Seu lado. A viver o agora, mesmo com as aflições que ainda cabem a este mundo, mas com o foco ajustado para o por vir, sem tirar os olhos do Caminho, da Verdade e da Vida. Enfim, o Pai não se cansa procurar aqueles que querem se fartar na fonte que só o Eterno pode nos oferecer. Ele quer preencher todas as lacunas existenciais que nos jogam no labirinto do desespero humano. Ele chama a isto salvação. E é de graça, mediante a fé de que Jesus Cristo pagou o nossa dívida.

Onde estão os verdadeiros adoradores, aqueles que adoram o Pai em espírito e em verdade? Não os falsos adoradores, aqueles que se deixam seduzir pelo que rege o mundo e os homens gananciosos, pelos manjares que corróem o carácter e o senso moral. Mas Deus procura aqueles que entenderam o seu chamando para um estilo de vida que transcende as limitações dos cinco sentidos, pois o Eterno não está nos convidando para sermos servidos agora, mas para nos entregar a Ele como serviçais - aqueles que não dão mais valor ao que os olhos e as mãos alcançam, e que aprenderam o verdadeiro sentido do que é viver pela fé.

A busca do Pai continua e também inclui aqueles que tem sede e fome de Deus, de conhece-lO e de se relacionar com Ele todos os dias - e o agora é a hora. O convite está renovado, ele é vivo e eficaz para discernir o que para nós é ‘indiscernível’. Mas onde estão os tais que o Pai procura? Esteja certo de que os olhos do Eterno estão sobre você. Assim sendo, você está certo de que o seu estilo de vida faz com que o Pai o encontre entre os verdadeiros adoradores?

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