Voltemos ao Evangelho

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POSSO TODAS AS COISAS...


Este é um dos brados de guerra tão repetido quanto distorcido pelos púlpitos retumbantes, mundo a fora. E também faz parte da grade curricular das lições que a cristandade tem aprendido com a pós-modernidade: Vencer para consumir e consumir para vencer.

“Não digo isto por causa da necessidade, porque aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar por falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade” (Filipenses 4. 11 e 12).

E este é mais um daqueles textos paulinos, que não precisam de nenhuma interpretação mística ou uma revelação seletiva para que possamos compreende-lo. Mas, infelizmente, é também um versículo absolutamente irrelevante para o evangelicalismo triunfalista, que prega um reino miserável, pobre, cego e nu em nossos dias.

    Tudo isso faz parte do toque da morna trombeta Laodicence, que ainda hoje ecoa nos quatros ventos,  ou melhor, em todas as sintonias, dizendo:
- “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Apocalipse 3. 17).

Uma doutrina bestial que se aproveita das necessidades alheias para emocionar, iludir e converter o bolso de sua plateia. Um engodo que não se importa em tratar do espírito do homem e sua alma. Do contrário, alimenta a ganância e o descontentamento, estimulando o consumo ‘ungido’ e ‘para honra e glória de um deus’.

Não tenho nada contra uma vida confortável. Me dói ver a ostentação dos pastores de si mesmos (Filipenses 4. 5), os quais pregam mais sobre o ter e o poder do que a salvação e a santificação. Investem mais em suas imagens de empresários bem-sucedidos do que no resgate do perdido e na preparação e formação do homem espiritual. Antes, transformam o que deveria ser conhecido como igreja, em uma sociedade de consumo desvairado, com codinomes diferentes para os seus desejos e apetites.

Tanto a abundância e a fartura, quanto a fome e o padecer necessidade fazem parte da vida e do homem. Mas apenas um caráter profundamente trabalhado por Deus, quando é experimentado nos desertos da vida, ao invés de se comportar como um menino mimado, declara para sua própria alma e para todos em seu raio de ação:
- “Posso todas as coisa em Cristo que me fortalece” (v. 13).

1 comentários:

Claudio Britto disse...

E o difícil nessa história é mantermos nosso coração sarado, fiel, humilde e submisso... Ver tanta atrocidade acontecendo pode gerar (se não cuidarmos) um coração rancoroso e desacreditado na igreja e no evangelho...
Ainda bem que a base da nossa vida é a Palavra, e não ensino de homens...
Oxalá que essa fosse a realidade da maioria da cristandade...
Te amo, meu amigo Omar!
Bem vindo de volta aos mundo bloguístico! hehe...
Claudio Britto

Ah, coloca um link do meu blog aí no seu...
claudio-britto@blogspot.com

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