Voltemos ao Evangelho

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domingo, 25 de março de 2012

E ENTÃO VIRÁ O FIM!



A interpretação de qualquer texto é uma arte que não deixa de lado a ciência que a sustenta. É como se estivéssemos diante de 5.000 peças de um quebra-cabeças, espalhadas no chão sala. Naturalmente, a primeira atitude de quem se dispõe a montar um quadro desse quilate é observar atentamente a caixa, ou seja, contemplar a linda foto que aquelas peças desconectadas, um dia, vão se tornar. E esse é um processo que se repete a todo momento em que se encaixa uma nova peça à outra e que dura até depois que as milhares de peças, enfim, se tornam uma obra de arte.
Com a interpretação da Bíblia não é diferente. A compreensão de um texto do Novo Testamento depende, direta ou diretamente do discernimento de textos milenares do Antigo Testamento (e vice-versa). E quanto mais ampliamos o compromisso com a completude da Bíblia, mais contextualizamos o que lemos e mais revelações vão sendo desanuviadas aos nossos olhos. Enquanto isso, ao mesmo tempo, mais paradigmas vão se quebrando e as crendices evangelicalistas vão perdendo força, diante do velório da ignorância bíblica.
E, assim, chegamos ao texto de hoje:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Sem a pretensão de defender uma visão pré, ½, ⅘ ou pós — uma discussão secular que, obviamente, eu não vou dar um fim nela hoje —, gostaria de contribuir para ampliar um pouco mais os horizontes bíblicos da leitura da tão conhecida e citada passagem em Mt 24. 14.
É comum ouvirmos que o arrebatamento virá depois que a Igreja pregar o evangelho por ‘todo o mundo’. E com base apenas no texto acima, até que encontramos alguma lógica nessa afirmação. Mas, se continuarmos a leitura da Bíblia, até o fim, veremos que há mais entre Mt 24 e Ap 14 do que nossa vã filosofia poderia sequer imaginar:
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (v. 6).
Pela interpretação isolada ou hedonista e hollywoodiana de Mt 24, até poderíamos cogitar que: 'o destino do mundo está em nossas mãos'. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o Eterno não está com Sua soberania ameaçada ou controlada por homens que lutam contra a cobiça dos olhos, da carne e a soberba da vida e que, ainda, habitam em corpos corruptíveis. 
Enfim, realmente o fim do mundo virá! Não sabemos se ainda este ano ou  se a misericórdia de Deus reserva mais alguns anos à frente. E o fim será depois que o evangelho for pregado “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Até esse ponto, toda linha interpretativa concorda.
Mas, para desilusão e/ou desespero de alguns, a Bíblia não diz que seremos nós, a Igreja de Cristo, que iremos cumprir tão nobre missão. Do contrário, será um anônimo, um anjo sem o seu nome em alto relevo. E essa realidade nos remete a muitos outros paradigmas que vão se rasgando, de alto a baixo, e que nos são impostos desde o imperialismo romanista cristianizado, que até hoje permeia as casas de oração.

1 comentários:

Rodrigo Gimenes disse...

Tbem acho q se depender do homem levar o evangelho aos confins, demorara muito tempo ainda, pois estamos confinados dentro das igrejas curtindo o ar condicionado e as boas musicas... Mas Deus e misericordioso...

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