sexta-feira, 18 de abril de 2014
PENTATEUCO - Gênesis (Criação)
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domingo, 30 de março de 2014
UM PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO 3/3
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UM PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO 2/3
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sábado, 29 de março de 2014
UM PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO 1/3
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quinta-feira, 6 de março de 2014
FUNDAMENTOS DA PALAVRA PROFÉTICA
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Ministrado na Escola Bíblica da ICEBrasília em 02MAR14
(Feriado de Carnaval)
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
CHAMADOS PARA SER FELIZES
Seria esse o nosso chamado?
Todas as profecias sobre o nascimento, a vida e obra de Jesus, Sua morte para pagar o preço do pecado e legitimar a salvação de todo aquele que n’Ele crê e Sua ressurreição, teriam sido em função de trazer a felicidade para o homem, ainda peregrino num mundo que jaz no maligno?
O que a sociedade apresenta como sendo felicidade? Carros de luxo, bela casa, viagens dos sonhos, saúde e assim por diante. Essa seria a resposta da grande maioria das pessoas, tanto que esses são os apelos da indústria do marketing. E na crista dessa grande onda, a maior parte da cristandade diria que tudo isso não é felicidade, a não ser que fosse dado por Deus, porque Ele certamente acrescenta todas essas coisas aos seus filhos, no presente século, afinal somos filhos do Rei.
Pois é irmãos, essa é a prova de que a nossa mente está encharcada de tudo o que ouvimos e vemos a todo tempo, ao ponto do evangelho se tornar um negócio lucrativo que movimenta bilhões vendendo sonhos e deleites pessoais.
Desde que nascemos, tanto as propagandas quanto os filmes e novelas constroem os nossos objetivos de consumo, de trabalho, e até o pobre referencial de família descartável. O pior é que quem deveria estimular a renovação da mente humana e a mudança de referenciais é quem mais lucra com tudo isso:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12. 1, 2).
Falar sobre pecado, condenação e a dor profunda que tudo isso causa eternamente não são mais parte do menu servido nos centros de entretenimento da fé. O grande lance é justificar as cobiças naturais usando a própria Bíblia, a persuasão e um discurso que inflame a massa de semi-analfabetos bíblicos. Essa é a receita; adaptar e unir o que há de ‘melhor’ neste mundo com o que interessa ser extraído supostamente de Deus.
Não meus irmãos, felicidade não é andar cada um do seu jeito e fabricar engenhosamente a sua própria salvação, seus dons, ministérios, etc. Felicidade é reconhecer a nossa própria insignificância diante da autoridade do Senhor Deus. É nos submetermos a Ele, como Ele quer (não como nós idealizamos), estritamente de acordo com a Sua Palavra.
Felicidade é andar nos termos do Senhor, passando pelo caminho da graça que perdoa o arrependido. Felicidade é experimentar o amor que sara as feridas e que reestrutura nosso homem interior, nos lavando de toda a contaminação do homem perdido, sem Deus, que somos até o encontro pessoal com Cristo.
Sim, eu também gosto das boas coisas, das tecnologias, das alegrias da vida. Mas nada disso serve para reconhecer firma ou autenticar o amor de Deus por mim. Posso passar pelos vale da sombra e da morte, posso perder tudo o que tenho ou que achava que tinha, mas nada, absolutamente nada, me tirará a felicidade de ser filho de Deus.
Tudo aqui é temporário - muitas vezes declarei isso. Mas só sabemos o quanto realmente amamos a Deus quando perdemos tudo o que nos estribava e não nos resta mais nada em que nos apoiar, há não ser o Bom Pastor.
Falar é fácil, mas viver como Habacuque...
“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no DEUS da minha salvação” (3. 17, 18).
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA
"porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível"
(Mateus 17:20)
(Mateus 17:20)
Essa é a fé que une os cristãos desde o pentecostes: que Deus enviou seu Filho unigênito para que se tornasse o primogênito, de uma grande família de filhos semelhantes a Jesus
Mas quando o assunto é a fé além da fé salvífica as opiniões se multiplicam e as divergências florescem até mesmo dentro de uma mesma comunidade local.
Isso porque a fé cristã é explorada de maneira egocêntrica, é negociada, mercadejada e isso tem trazido confusão desde os tempos em que ainda estava sendo escrito Atos dos Apóstolos. Portanto, esse é mais um daqueles assuntos em que depende do prisma em que se observa, de quem está exercendo, qual o propósito e em que se infunde fé.
Por essa razão também é um tema que muitos preferem não comentar e outros, ainda, não se importam em saber e viver mais profundamente essa experiência tão distinta e tão essencial para o cristão.
Vejamos como a Bíblia explica a própria Bíblia:
“Mais outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescido, é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que as aves do céu vêm pousar nos seus ramos” (Mt 13. 31, 32).
Será que o Senhor estava focando o tamanho da fé (da semente) ou seria o desenvolvimento que a nossa fé pode ou deve alcançar (até chegar a ser como uma árvore)? Será que vale a pena entrar em uma seara como esta ou seria melhor deixar que cada um tenha sua opinião, dentro do seu entendimento do texto e 'deixa a vida levar'?
Creio que se Deus permitiu qualquer assunto dentro de sua Palavra, ele deve ser compreendido com esforço, pois o Espírito Santo nos trará o discernimento. E quando um versículo trata das palavras proferidas pelo próprio Senhor Jesus, também chamado de Palavra de Deus (Ap 19.13), creio que a nossa atenção deva ser ainda maior, bem como a humildade de pedir que o Espírito Santo nos ajude a chegar a plena compreensão e prática da Palavra do Senhor.
E por isso, depois de ter ouvido tanta coisa diferente nesse curto tempo de peregrinação que tenho como cristão, vejo a importância de se compreender que essas palavras de Cristo estão nos ensinando e nos exortando quanto ao desenvolvimento da nossa fé.
Portanto, não se trata do tamanho da fé que temos, mas de ter a fé que Ele nos coloca a disposição e cultiva-la, como a um grão de mostarda, que é a menor das sementes de hortaliça (conhecida naquele região), mas que se torna a maior delas, ao se desenvolver.
Portanto, não se trata do tamanho da fé que temos, mas de ter a fé que Ele nos coloca a disposição e cultiva-la, como a um grão de mostarda, que é a menor das sementes de hortaliça (conhecida naquele região), mas que se torna a maior delas, ao se desenvolver.
Inicialmente, assim também é a nossa fé em Cristo e em sua Palavra, insignificante no seu tamanho, mas suficiente para a salvação de todo aquele que n’Ele crê. Contudo, Jesus nos dá o caminho que devemos seguir quanto a fé. Precisamos dessa semente que Ele mesmo nos provê, mas há a necessidade de planta-la próxima da fonte das águas (a Palavra), aduba-la e desenvolve-la até que amadureça.
Creio que o labor de cada pastor-mestre que o Senhor chama, prepara e constitui autoridade espiritual, em uma comunidade local, seja exatamente esse. É triste constatar que muitos se perdem em questões periféricas e a fé é mal ensinada, mal trabalhada e as pessoas deixam de amadurecer e alcançar a estatura de varão perfeito, almejada pelo nosso Senhor a cada um de seus filhos.
O meu intento é que você e eu possamos andar nos caminhos que a graça nos proveu, nos humilhando diante do Pai, clamando assim como os discípulos fizeram diante de Cristo:
“Acrescenta-nos a fé” (Lc 17.5).
Pense nisso.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
SALVOS? DO QUE?

Salvação é uma questão de fé ou um fato e uma necessidade universal?
Penso que antes de se chegar a uma conclusão, há necessidade de se compreender ‘salvos do quê?’. Pelo menos essa era uma pergunta que eu sempre me fazia, afinal, nunca roubei, nem matei, nem adulterei. Mentirinha é coisa corriqueira, isso não é nada - pelo menos era assim que eu pensava.
O nosso problema é centralizar a nossa existência em nós mesmos, esquecendo daqueles que nos antecederam e olhando apenas para frente. Ao bem da verdade, isso não acontece em todos os casos, pois quem nunca sonhou em receber uma boa herança? Pois é, assim como os benefícios familiares, também arcamos com heranças que não gostaríamos de recebe-las. Contudo, não somos nós quem escolhemos algumas coisas que levamos para toda vida, como o próprio nome, o próprio corpo e suas tendências e limitações que vem de família, o temperamento, nascer pobre, rico, dívidas, etc.
Até aqui tudo bem, são coisas tangíveis, de fácil compreensão. Mas e as heranças imateriais, as da alma, as espirituais, entre outras? Essas entram em um campo de infinitas teorias e discussões. Portanto, quem sou eu (ou qualquer outro) para por um ponto final nesse assunto?
Por isso escolhi tratar de algo que é conhecido de todos: “Olho por olho e dente por dente”. Essa era a lei incontestável e confirmada pela história da humanidade. Mas, ao contrário do que muitos possam pensar, essa lei não era má ou vingativa. Ela trazia um grande benefício, que era proteger a sociedade da desproporcionalidade da pena.
Naturalmente, uma pessoa ofendida não revida com a mesma força, do contrário, se procura causar um dano ainda maior. E isso não é coisa do passado, pois quantos homens são traídos e no seu ódio matam os envolvidos? E quantas são as discussões de trânsito que viram tragédias diariamente? O fato é que essa era a lei conhecida e não contestada.
O homem foi criado perfeito, feito para se relacionar com o seu Criador, para trabalhar, para cuidar de sua família em amor. Mas, segundo o que narra a Palavra de Deus, a criação se rebelou contra o criador. Desejou ser como Deus e conheceu a morte espiritual, que é estar afastado da presença do Deus, e posteriormente a morte física também. Essa foi a paga pelo erro cometido, afinal, todos os envolvidos ouviram do próprio Deus, antes de cometerem o ato de rebeldia: “certamente morrerás”. E como Deus é fiel a Sua Palavra, senão Ele seria mentiroso e, portanto, não seria Deus, veio a consequente queda do homem.
Como vimos anteriormente, o valor a ser pago por uma transgressão deve ser proporcional ao mal cometido. Portanto, para que o homem tivesse a dívida paga diante de Deus - e de todos os seres espirituais e dos próprios seres humanos -, deveria haver a morte de outro homem. Por isso o sacrifício de animais eram insuficientes, mas serviam para manter a consciência da dívida que o homem ainda tinha.
Mas como um homem pagaria pelo pecado de outro, se ele mesmo tinha a sua própria dívida? Impossível. Não havia um homem sem pecado que pagasse pelo pecado de todos os homens. E essa era a exigência tanto no mundo que vemos quanto naquele que não vemos. E, por esse motivo, o Deus que desejava a restauração do relacionamento com seus filhos trouxe a nós a Sua providência.
Ele prometeu que enviaria um Salvador, alguém em quem não havia pecado e que voluntariamente entregaria sua própria vida para pagar, de uma vez por todas, a dívida de todo homem que desse crédito a Ele. E essa foi a missão de Jesus, o Cristo (o Messias), o prometido por Deus para prover ao homem a salvação da morte eterna.
Bom, compreender a salvação é uma coisa e essa é a parte que eu tentei ajudar, até aqui. Agora, ser salvo é outra coisa e isso só pode acontecer mediante a sua fé naquele que veio ao mundo, pagou a sua dívida de morte com o Seu próprio sangue, ressuscitou (venceu a morte) e aguarda o seu passo na direção de receber essa herança. Assim, segundo a Palavra de Deus, todos que crerem poderão provar do verdadeiro e imensurável sentido da vida.
Pense nisso, mas não fique só no pensamento, tome uma atitude. Não é questão de religiosidade, é questão de vida ou morte. É questão de fé. O que está em jogo é a salvação individual e intransferível.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
E HAVENDO FEITO TUDO, FICAR FIRMES
Uma entrevista com um medalhista olímpico me despertou para um detalhe de uma passagem bíblica. Ele disse que quem quer ser campeão tem que treinar mais do que os outros. Foi aí que lembrei do que está em Ef 6. 11, mas não apenas quanto ao que fazer, mas quando fazer. Esse é o ponto que gostaria de ressaltar.
A maioria de nós tende a ‘correr atrás do prejuízo’. Quando o calo aperta é que procuramos orar mais, fazer jejuns e pedidos de orações e súplicas. Nada disso é ilegítimo, mas a qualidade de vida do cristão não está em recorrer a estas armas, mas no quando.
Perceba que o texto diz que devemos nos revestir de toda a armadura de Deus: a verdade, a justiça, a Palavra de Deus, a fé, a salvação e a oração e súplicas. Tudo se relaciona, ou seja, não adianta o cristão saber manusear bem a espada do evangelho, caso a pessoa persista em ser mentirosa - o que o colocaria em oposição ao primeiro item, já no v.14 -, por exemplo. Cingir o lombo é a primeira atitude de um soldado ao ajustar seu uniforme para que não fique frouxo e tenha liberdade de movimentos. Se a verdade não estiver cingida na vida do cristão, ele vai sucumbir no combate, pois seus movimentos estarão limitados e ele não conseguirá fazer uso adequado das demais armas que estão a sua disposição.
Mas o foco de hoje é no prosseguimento dessa Palavra, que diz “… para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. O Senhor está nos ensinando que devemos trabalhar as artes da espada, desenvolver as habilidades com o escudo da fé, ajustar os coturnos do evangelho da paz e todos os demais equipamentos, antes da batalha iniciar.
E assim é com todo e qualquer exército, em qualquer fase da história. Desde os tempos de cadete eu me lembro que todos os instrutores repetiam muitas vezes e todos os dias que “o suor poupa o sangue”, “treinamento difícil, combate fácil”, entre outras verdades que fazem parte da formação de um soldado, seja qual for o seu posto ou graduação.
Normalmente as pessoas perguntam por que treinar tanto em tempo de paz? E eu respondo com a seguinte pergunta: Se não treinar duro em tempo de paz, você sugere que se treine quando? Então a pessoa percebe essa necessidade, que é um princípio universal.
E não é por acaso que, logo em seguida, a Palavra mantém o mesmo foco: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau” (v.13). Se o dia mau chegar e o soldado estiver relaxado e sem sua armadura certamente ele será surpreendido. E essa é a analogia e a instrução que o Senhor dos Exércitos deixou para aquele que n’Ele crê.
O nosso General está sempre nos preparando para uma batalha superior a que estamos vivendo agora. Não somos chamados para descansar neste mundo, o nosso descanso está em confiar na potente mão do Senhor. E confiar no Senhor é confiar em sua Palavra e torna-la viva em nosso dia-a-dia. É treinar as habilidades que Ele nos confiou e nos capacitou, mediante a ação do seu Espírito em nós.
Os desafios sempre estarão aumentando, por isso temos que nos apegar a Deus, a sua Palavra e buscar a orientação do Espírito Santo, para que possamos resistir no dia mau. O melhor de Deus está no porvir, no Grande Dia. Até lá temos muitas batalhas e alguns momentos de refrigério (ideal para nos prepararmos para a próxima).
Portanto, não podemos deixar em segundo plano a instrução que nos prepara para o que ainda há de vir nesse mundo: “E, havendo feito tudo, ficar firmes”.
Pense nisso e tenha ouvidos para ouvir.
domingo, 13 de janeiro de 2013
MOTIVACIONAL
Um amigo do trabalho, em tom de ironia, me sugeriu escrever um livro gospel motivacional. Gostei tanto da idéia que estou aproveitando as férias para rascunhar alguma coisa.
O primeiro versículo que me veio a mente foi um dos top 10 evangelicalista, o bom e velho Fp 4.13. Esse é infalível para o momento em que o animador de platéia, digo, o pregador quer um pouco mais de burburinho no meio da galera.
E, se juntar esse com aquele que diz que “nunca vi um justo mendigar o pão”, aí fica bombástica a euforia da massa. O problema é que esse outro tem um contexto no antigo testamento e o rei Davi realmente não tinha a noção da exigência e do padrão que o evangelho viria a ter centenas de anos depois dele. Mas quem liga para isso? Esse negócio de contexto é besteira de gente que está fora da visão e só sabe procurar pelo em ovo!
Certo, certo... Deixemos esse negócio de interpretação para lá e voltemos ao texto daquele cara que é “pra frente”, o Paulo. Esse sim tem noção do que é uma vida de vitória!
“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”.
Com o perdão da palavra: Caramba! Nem parece o mesmo cara que escreveu o versículo 13. Como pode mudar tanto de uma linha para outra? Só pode ter alguma coisa errada com o palestrante Paulo - já ouvi dizer até que ele poderia ser bipolar, será? Só pode. Que história é essa de crente saber padecer necessidade? Que zica é essa de ‘filho do Rei’ ficar abatido, seja lá o tempo que for? E que loucura é essa de cristão poder até passar fome? Ah, se o rei Davi encontrasse esse apóstolo, ele daria umas boas lições de como se porta um pentecostal que se presa.
Enfim, para começar 2013 bem, vamos ficar só com o versículo 13 mesmo. Sem lembrar de que “posso todas as coisas” que estão no 12, é claro. Mas, para essa receita dar certo, recomendo aos incautos que nem mesmo dêem uma olhada no v.14, porque aí sim a coisa fica mais feia ainda:
“Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição”.
As vezes, bem as vezes mesmo, acompanho o pensamento de um evangelista não-motivacional que li num email; será que se o Messias ou mesmo Pedro e Paulo pregassem o que os pregadores pregam, hoje, eles seriam presos, passariam fome, seriam perseguidos e até crucificados? Acho que não.
Pense nisso. E um feliz 2013 com a verdadeira motivação cristã para todos:
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará"
(Mc 8. 34, 35).
(Mc 8. 34, 35).
terça-feira, 1 de maio de 2012
O VALOR DA PALAVRA PROFÉTICA 2
“Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim. Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao SENHOR, e à sua bondade, no fim dos dias” (Os 3. 4, 5).
Certamente você já se perguntou por que Israel tem uma história tão conturbada. Pela Palavra, posso lhe afirmar que eles continuarão assim até o “fim dos dias”. Mas também sou convicto de que Deus sempre esteve presente na vida daquele povo, assim como hoje, está presente na vida da Noiva de Cristo e continua governando toda a história, até que chegue Aquele Dia.
Mas vamos buscar um pouco mais de entendimento acerca do porquê Oséias e todos os demais profetas terem sido tão precisos, no que se refere aos fatos históricos que (do nosso ponto de vista) já aconteceram e daqueles que ainda acontecerão.
Vimos, no post anterior, que o povo de Daniel está cego para a Palavra Profética. É certo que há exceções, como Simeão e Ana (Lc 2. 25-38), por exemplo. E esses parcos exemplos servem para nos confirmar a verdade exposta em Dn 12. 4, 9.
Paradoxalmente, o povo que deveria enxergar também está cego (Ap 22. 10), mas isso é para se cumprir a profecia em Ap 3. 14-22.
Voltando a Daniel, mas agora no capítulo 9, do 22 ao início do 24:
“Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.”
Assim, como acabamos de ler, se quisermos “entender a visão” e “entender o sentido”, temos que obedecer a mesma ordem que foi dada a Daniel: “considera a Palavra”. Portanto, sigamos os passos de Daniel, que aprendeu com Jeremias: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9. 2).
Então vamos ao profeta com quem Daniel aprendeu, Jr 25. 10 - 12:
“E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candieiro. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.”
Antes de Daniel, Jeremias já havia entendido que Israel permaneceria no cativeiro por 70 anos. Mas qual foi a desobediência que esse povo cometeu para que ficassem escravos por tanto tempo?
“E os que escaparam da espada levou para Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia. Para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2Cr 36. 20, 21).
Agora sim ficou claro! Talvez você esteja pensando: Mas nem tanto.
Bom, que Israel deveria passar 70 anos no cativeiro, isso já havia ficado claro desde Daniel e, mais ainda, em Jeremias. Mas o porquê só podemos discernir aqui: “até que a terra se agradasse dos seus sábados”. Para que entendamos a visão e o sentido da profecia, precisamos entender o que Daniel entendeu e, assim, tudo vai ficando mais claro, a medida que aprendemos a estudar o que Daniel estudava, o Antigo Testamento.
Acabamos de verificar que ao Senhor devolveu para terra os seus sábados roubados por Israel; “Também eu me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei” (Lv 26. 42). Compare com “até que a terra se agradasse dos seus sábados”, que acabamos de ler em 2º Crônicas.
Meus amigos! Quando lembrarmos da Palavra que diz: “Deus é fiel”. Devemos temer e tremer, antes de celebrar. Falta temor de Deus em nossa geração. Sim, Deus é fiel, mas fiel a quê? Fiel a Sua Palavra! Ele prometeu que lembraria das suas alianças e da terra, caso Israel se esquecesse delas. E o Eterno não esquece suas alianças:
“Falou mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR” (Lv 25. 1, 2).
Os hebreus entraram na terra, se fartaram, se alegraram, desfrutaram das bênçãos do Senhor. Assim como muitos de nós fazemos hoje. Entretanto, havia uma aliança firmada pelo Senhor com o seu povo. Ele cumpriu o que profetizou e eles entraram na terra. Mas, lamentavelmente, o povo se esqueceu a aliança que fizeram com o Seu Deus.
Porém, se um sábado corresponde a um dia por que eles pagaram 70 anos de dívida? “Considera, pois, a palavra, e entende a visão”, desde Levítico 25:
“Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra” (vv. 3 - 5)
Não são sete dias, são sete anos! Israel ‘se esqueceu’ de guardar a terra, um sábado (um ano) a cada seis anos. Esse foi o conceito resgatado por Jeremias e por Daniel, ao entenderem as profecias. Uma semana não se tratava de sete dias, mas de sete anos! Por isso, depois de roubarem da terra 490 anos sem guardar o sábado do Senhor, esse mesmo Senhor, Fiel, se lembrou da terra (Lv 26. 42) e - como a matemática não mudou daqueles dias até hoje - Israel foi tirado da terra por 70 anos (490 anos ÷ 7), até que a terra se agradasse dos seus sábados.
Pronto. Irmão em Cristo, assim como Daniel foi obrigado a parar e voltar às veredas antigas, estudar e entender a Palavra de Deus, assim também você fez hoje, até que pudesse discernir e ter o mesmo referencial dos profetas. Agora, você pode dizer o que ele disse: “eu, Daniel [e também você], entendi pelos livros”.
Agora, você está habilitado a voltar ao início e “entender” a visão e o sentido de Dn 9. 22 - 27 e 12. 1, sem nem mesmo precisar de ler a próxima postagem que dará continuidade ao assunto.
O VALOR DA PALAVRA PROFÉTICA
Que a cristandade continua alheia a Palavra de Deus, isso não é novidade. E que as mensagens continuam construindo ilusões de castelo de areia, usando para isso a própria Bíblia, isso também não é novo. Então, se arriscar em escrever em um blog sobre Palavra Profética, isso é pedir para que quase ninguém leia essa matéria ou, ainda, nem mesmo volte a visitar essa página.
Mas, como estamos falando de um assunto que, se condensado, somam 6.408 versículos, dos quais 3.268 já foram literalmente cumpridos, julgo que vale à pena escrever sobre a Palavra Profética.
Antes, um parágrafo esclarecedor:
Há pouco mais de 10 anos, aprendi que cerca de 30% da Bíblia não pode ser desconsiderada e tido como um assunto banal e que não faça diferença na interpretação de todos os livros e cartas, ali contidos. Do contrário, penso que perdi tempo em não estudar a Palavra Profética mais a sério e que todos os cristãos deveriam saber que não há outro assunto que tome um volume tão significativo na Bíblia, pois estamos falando de ⅓ das Escrituras. Experimente sacar a terça parte do seu corpo…. E por que fazemos isso com a Palavra de Deus? Creio que o entendimento da Palavra profética faz total diferença na vida das pessoas; em como distinguimos o que é sagrado, os ensinos maliciosos e egocêntricos (sem nos iludir com a pressão da mídia evangélica), aprendemos a valorizar o que é eterno, em detrimento do que é temporal, e o porquê do cristão não viver de sobressaltos pelos acontecimentos dos tempos do fim.
Vamos começar observando a diferença entre o entendimento da Palavra Profética para a Igreja de Cristo e para o povo de Daniel. E, na próxima postagem, continuaremos a nos aprofundar nesse mesmo assunto, tão essencial para discernirmos as Escrituras e o seu cumprimento.
“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” (Dn 12.1).
Perceba que, quando Deus falou especificamente para o povo de Daniel — ainda não existia a Igreja de Cristo. Há uma profecia para aquele povo! Temos que aprender a discernir o que Deus fala para nós, os gentios. E, se a Palavra de Deus é confiável, tudo o que está nela será cumprido (Is 46. 9, 10). E, ainda, quem professa crer em Jesus, crê na Palavra que leva o Seu próprio nome (Ap 19. 13). Pois, se Deus cumpriu com todos os 332 versículos que falam sobre a primeira vinda do Messias, por que deixaria de cumprir, com cada riqueza de detalhe, acerca do arrebatamento, da última semana da vida de Israel, da segunda vinda do Messias, do milênio e da Eternidade?
Ao final do próximo post, o objetivo é a compreensão completa de Dn 12.1. No momento, vejamos o que diz Dn 12. 4: E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. Agora, compare com que o próprio Senhor Jesus diz em Ap 22. 10: E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
Irmãos em Cristo, se até agora as minhas palavras não lhes convenceram do valor da Palavra Profética, concito-os a reler e verificarem a gigantesca diferença entre o entendimento que a Noiva de Cristo deveria ter, sobre deste assunto, e o entendimento que o povo hebreu tem, até os dias de hoje e “até ao tempos do fim” (vide também Dn 12. 9).
Enfim, àqueles que perceberam a importância, como Corpo de Cristo, de discernirem os tempos e valorizarem a Palavra Profética, a próxima publicação será seguimento dessa. Aguardem.
terça-feira, 17 de abril de 2012
A LEI DA SUBTRAÇÃO
O novo nascimento, em Cristo, não é um chamado para prosperidade pessoal e materialista. Do contrário, o chamado do evangelho é para a adversidade, para a autonegação, para que andemos na contracultura hedonista da sociedade.
A prosperidade que Deus tem para os seus filhos não se refere ao acúmulo de riquezas e a busca da tal “independência econômica”. Antes, se refere ao fato do cristão ser bem sucedido no objetivo de alcançar os propósitos do seu Senhor, durante a peregrinação nesta terra, e cumprir sua missão no Reino que agora ele faz parte.
Contudo, o ranço do imperialismo religioso romano e um certo grau de revanchismo — em função das perseguições do tempo em que ser cristão não era símbolo de status mas, do contrário, ignorância —, costumamos retorcer e até desconsiderar os contextos bíblicos, de maneira que as pessoas sejam atraídas por supostos benefícios de um cristianismo sem sangue.
Nesse tipo de neocristianismo, não se falam de valores eternos, nem do reconhecimento da condição pessoal caída que herdamos e que, portanto, o homem natural necessita desesperamente do Messias Salvador. Ao invés disso, o ilusionismo cristianizado cria suas próprias leis, apoiadas em recortes da bíblia ou em afirmações que seguem a mesma lógica de que uma mulher tem o direito de assassinar o seu filho no início da gestação.
E se vão reeditando antigas crenças e seguindo leis como a da atração, a da prosperidade material, da semeadura e assim por diante. Em consequência, há um proposital esquecimento de um cristianismo que deveria ser simples, iniciando pela consciência do salário do pecado e a provisão definitiva em Cristo.
Nesse tipo de neocristianismo, não se falam de valores eternos, nem do reconhecimento da condição pessoal caída que herdamos e que, portanto, o homem natural necessita desesperamente do Messias Salvador. Ao invés disso, o ilusionismo cristianizado cria suas próprias leis, apoiadas em recortes da bíblia ou em afirmações que seguem a mesma lógica de que uma mulher tem o direito de assassinar o seu filho no início da gestação.
E se vão reeditando antigas crenças e seguindo leis como a da atração, a da prosperidade material, da semeadura e assim por diante. Em consequência, há um proposital esquecimento de um cristianismo que deveria ser simples, iniciando pela consciência do salário do pecado e a provisão definitiva em Cristo.
Mas porque ninguém fala, por exemplo, de uma lei da subtração? Sim, já que é para criar algo diferenciado, por que não? Será que é pelo fato desse tipo de verdade não dar pontos na audiência do IBOP gospel? Ou porque esse tipo de mensagem expõe quem realmente somos e isso afasta as multidões desejosas de barganhar seus interesses com um deus permissivo, de forma a satisfazer a cobiças dos olhos, a cobiça da carne e a soberba da vida? Seriam estes os motivos de existirem tantos evangélicos no Brasil, mas tão pouco sal dando gosto na sociedade?
Se há uma lei que deveria estar em alta, não seria a que exalta o egocentrismo humano, mas a lei da subtração. Porque aquilo que tínhamos como prazeroso e que não considerávamos mal em si, ao nascer do Espírito, perdemos.
Aquilo que nos trazia prazer e que intensificava os nossos sentidos e sentimentos e que nos dava uma certa segurança, por aquilo que vemos... Perder tudo isso não é nada agradável, inicialmente. Do contrário, isso é irracional para o homem natural, é loucura para os que não crêem em um evangelho que começa com: "Quem quer vir após mim, NEGUE-SE A SI MESMO...".
Aquilo que nos trazia prazer e que intensificava os nossos sentidos e sentimentos e que nos dava uma certa segurança, por aquilo que vemos... Perder tudo isso não é nada agradável, inicialmente. Do contrário, isso é irracional para o homem natural, é loucura para os que não crêem em um evangelho que começa com: "Quem quer vir após mim, NEGUE-SE A SI MESMO...".
Que chamado é esse? Que evangelho é esse, tão estranho e desconhecido da maioria dos cristãos modernos? Parece até que isso quer dizer que quem roubava não vai roubar mais; quem tinha relacionamentos extraconjugais não terá mais; quem gostava de fumar, jogar, beber... Tudo lhe será subtraído! Esse é um chamado que não parece nada agradável.
E qual a recompensa? Essa, pelo menos, deve ser estimulante para que alguém venha a tomar tal decisão, de se arrepender da vida que leva e entregar tudo diante de Deus.
E qual a recompensa? Essa, pelo menos, deve ser estimulante para que alguém venha a tomar tal decisão, de se arrepender da vida que leva e entregar tudo diante de Deus.
A grande recompensa, depois da conversão de homem natural em um homem espiritual é espiritual. É isso mesmo, não se trata de uma troca de fidelidade e obediência a Deus por uma vida tranquila regada de facilidades e posses. E mais, depois da conversão, ainda há um caminho de santificação, onde as perdas, segundo o referencial do homem, vão aumentando ainda mais. A única adição garantida pelo Pai e que nos é ou deveria ser mais suficiente do que todos os benefícios do mundo é sermos feitos filho de Deus.
Isso pode até parecer pequeno, porém, na verdade, é o que há de maior e mais importante na vida de todo e qualquer ser humano, assim como foi na vida do próprio Messias.
Lembremos do que o diabo fez, quando foi até a presença de Jesus. Ele não tentou a Jesus pela fome, poder ou qualquer coisa que vemos superficialmente no texto. O que o diabo fez e repetiu a mesma tentação foi: "Se és Filho de Deus..." (Mt 4). O que há de mais significativo para mim e para você é sermos filhos de Deus. Todas as tentações iniciam quando não temos a convicção legitimidade desta filiação.
Ouvimos: Se é filho de Deus, então por que você sofre? Por que você não tem, enquanto o ímpio tem? Por que você é privado de tantas coisas?
Daí, podemos chegar a algumas conclusões absolutamente naturais: É melhor não ser filho de Deus. Ou, a mais difundida em nossos dias; vamos provar que somos filhos de Deus e que nós também podemos tudo o que os outros podem, certo?
Errado! Sim, errado. Basta olhar para o que Cristo não fez. Pois é, o diabo tentou a Cristo que provasse quem Ele era. Mas em nenhum momento o Senhor titubeou na segurança de quem Ele era, o Filho de Deus. E o diabo não desistiu após o seu insucesso, disse que voltaria e, no calvário, voltou: “Se és Filho de Deus...” (Mt 27).
Errado! Sim, errado. Basta olhar para o que Cristo não fez. Pois é, o diabo tentou a Cristo que provasse quem Ele era. Mas em nenhum momento o Senhor titubeou na segurança de quem Ele era, o Filho de Deus. E o diabo não desistiu após o seu insucesso, disse que voltaria e, no calvário, voltou: “Se és Filho de Deus...” (Mt 27).
Você também tem absoluta certeza de sua filiação? Certeza à ponto de não ceder a tentação de impressionar e de tentar provar quem você é? Se você tivesse o poder de transformar pedras em pães ou ter todos os bens que quisesse, o que faria? Certamente você pensou em trilhar o caminho da cruz. Ou não?
domingo, 25 de março de 2012
E ENTÃO VIRÁ O FIM!
A interpretação de qualquer texto é uma arte que não deixa de lado a ciência que a sustenta. É como se estivéssemos diante de 5.000 peças de um quebra-cabeças, espalhadas no chão sala. Naturalmente, a primeira atitude de quem se dispõe a montar um quadro desse quilate é observar atentamente a caixa, ou seja, contemplar a linda foto que aquelas peças desconectadas, um dia, vão se tornar. E esse é um processo que se repete a todo momento em que se encaixa uma nova peça à outra e que dura até depois que as milhares de peças, enfim, se tornam uma obra de arte.
Com a interpretação da Bíblia não é diferente. A compreensão de um texto do Novo Testamento depende, direta ou diretamente do discernimento de textos milenares do Antigo Testamento (e vice-versa). E quanto mais ampliamos o compromisso com a completude da Bíblia, mais contextualizamos o que lemos e mais revelações vão sendo desanuviadas aos nossos olhos. Enquanto isso, ao mesmo tempo, mais paradigmas vão se quebrando e as crendices evangelicalistas vão perdendo força, diante do velório da ignorância bíblica.
E, assim, chegamos ao texto de hoje:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Sem a pretensão de defender uma visão pré, ½, ⅘ ou pós — uma discussão secular que, obviamente, eu não vou dar um fim nela hoje —, gostaria de contribuir para ampliar um pouco mais os horizontes bíblicos da leitura da tão conhecida e citada passagem em Mt 24. 14.
É comum ouvirmos que o arrebatamento virá depois que a Igreja pregar o evangelho por ‘todo o mundo’. E com base apenas no texto acima, até que encontramos alguma lógica nessa afirmação. Mas, se continuarmos a leitura da Bíblia, até o fim, veremos que há mais entre Mt 24 e Ap 14 do que nossa vã filosofia poderia sequer imaginar:
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (v. 6).
Pela interpretação isolada ou hedonista e hollywoodiana de Mt 24, até poderíamos cogitar que: 'o destino do mundo está em nossas mãos'. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o Eterno não está com Sua soberania ameaçada ou controlada por homens que lutam contra a cobiça dos olhos, da carne e a soberba da vida e que, ainda, habitam em corpos corruptíveis.
Enfim, realmente o fim do mundo virá! Não sabemos se ainda este ano ou se a misericórdia de Deus reserva mais alguns anos à frente. E o fim será depois que o evangelho for pregado “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Até esse ponto, toda linha interpretativa concorda.
Mas, para desilusão e/ou desespero de alguns, a Bíblia não diz que seremos nós, a Igreja de Cristo, que iremos cumprir tão nobre missão. Do contrário, será um anônimo, um anjo sem o seu nome em alto relevo. E essa realidade nos remete a muitos outros paradigmas que vão se rasgando, de alto a baixo, e que nos são impostos desde o imperialismo romanista cristianizado, que até hoje permeia as casas de oração.
domingo, 18 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
UM APARENTE AVIVAMENTO
Quarta lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:
AGORA COM O ÁUDIO DISPONÍVEL
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O DIVÓRCIO E O DEUS DA MÚSICA
Terceira lição da série "Como nos dias de Noé". ESTUDO em Mt 24. 37 - 39:
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