domingo, 13 de setembro de 2009

JULGAR OU NÃO JULGAR, EIS A QUESTÃO!

Meu amigo Ricardo (www.opensador.info) me enviou uma boa frase estes dias; “A letra mata, mas a ignorância também”. Eis um laço bem armado pela preguiça empanada com a cobertura da humildade.

O julgamento das pessoas normalmente descamba para um referencial dogmático preexistente e ainda arraigado em nossas entranhas. Justamente por não sermos oniscientes e por sermos totalmente tendenciosos é que o Senhor nos diz; “Não julgueis, para que não sejais julgado” (Mt 7. 1). O problema é que a mãe preguiça impede alguns poucos de continuarem a leitura do texto, cujo contexto está em alguém reparar “no argueiro que está no olho do teu irmão…”, ou seja, não julgueis o seu irmão ou o seu o seu próximo.

Em nenhum momento o Senhor quer nos anestesiar a capacidade de discernir e julgar os fatos e, principalmente, as doutrinas. E o mesmo continua dizendo; “Não deis aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas…” (v.6). E como saber quem é cão, quem é porco, quem é falso mestre, quem é quem?

Se tirar a capacidade do homem julgar, junto, se esvai a sua responsabilidade pelas decisões, tornando-o um irresponsável pelos seus atos. E, se isto fosse uma verdade, como seria a nossa sociedade? Éh, não seria uma sociedade.

A forma mais simples de se manipular as massas é faze-las não pensantes. Mas, antes dos pastores de si mesmos, os políticos e imperadores já descobriram esta máxima, haja vista um panorama em nosso próprio povo que, em grande parte, é comprável por até um prato de lentinhas.

De igual forma fazem os lobos disfarçados de profetas, apóstolos e semi-deuses. São os donos da verdade. E, se alguém intentar abrir-lhes a Bíblia de forma bereana… ‘Ai daquele que tocar no fingido, digo, ungido do sinhô’.

Não devemos gastar nosso tempo julgando os atos pecaminosos de um irmão. Antes, devemos orar pela misericórdia de Deus em sua vida e, caso o Senhor nos use, ainda podemos até trazer o irmão de volta ao caminho (isso se quem estiver fora não sejamos nós mesmos).

Julgueis, sim, e não sejais omissos! No que tange a doutrina, “acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Portanto, pelos seus frutos vos conhecereis” (v.20, 21).

Irmãos e amigos, não nos deixemos enganar, porque nem todos que dizem; Senhor, Senhor! realmente são homens de Deus. “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, que introduzirão encobertamente heresias de perdição… E muitos seguirão suas dissoluções…” (2Pe 2. 1, 2). Se fosse fácil de se identificar o falso no meio do verdadeiro, Deus não precisaria de nos deixar este alerta tão escancarado. Que a graça do Senhor nos seja suficiente, a fim de nos mantermos firmes n’Ele, até o fim.

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