quinta-feira, 20 de agosto de 2009

POR QUE...?


Os evangélicos ocupam lugar de destaque na mídia. Em pleno tempo de queda da economia mundial, os templos se multiplicam e as ofertas mais ainda. As ‘celebridades’ gospel estão na boca do povo, com nomes de relevância nacional, tão admirados quanto aqueles do congresso e tão famosos quanto os seus atos secretos. Tão transparêntes quanto as contas das ilhas caiman e tão necessários quanto os heróis dos reality shows.

Mas há uma massa que admira e segue estes homens tão hodiernos quanto hediondos. Há pessoas que os justificam e os defendem com argumentos que nem elas conseguem sustentar. Há quem tenha seus ouvidos atentos a voz destes ‘ungidos’. Se segos, surdos ou com a mente dormente pela ignorância, não me cabe definir o indefinível. Basta atentar para o outdoor estampado pelas mãos de Oséias: “O meu povo perece por falta de conhecimento” (4.6) - e também por falta de sabedoria, de bom senso e pela bitola da ganância com o manto da bênção. Tudo isso tem ajudado a compor a caricatura do evangelicalismo brasileiro.

Foi-se o tempo em que ser um crente significava ser um homem de bem, de respeito, pai e marido honrado, dedicado a família, enfim, uma pessoa que sua conduta autenticava suas palavras. Não que seus vizinhos acreditassem nas histórias da Bíbia, mas reconheciam o crente como uma pessoa temente a Deus.

E também houve o dia em que os testemunhos lembravam muito a Palavra de Deus: “Eu roubava e já não roubo mais. Matava, mentia, odiava, traía… Mas fui alcançado e transformado pelo sangue e pelo amor de Cristo; hoje, sou liberto pelo poder de Deus”. Foi-se o tempo…

E quando alguém poderia imaginar que um homem poderia ser, ao mesmo tempo, pastor, estelionatário, missionário, usurpador, apóstolo, ladrão, ganancioso e tantas outras torpezas que envergonham qualquer cristão sério, além de colocar em cheque a eficácia do evangelho.

O que está acontecendo com a essência do evangelho, aquele que deveria ser tão puro quanto simples? Por que os fiéis estão cada vez mais infiéis? Por que os que chutam as imagens estão elegendo tantos ídolos para si? Por que o tempo das indulgências voltou com mais força ainda, pois antes se compravam pedacinhos dos céu, mas agora se priorizam a posse dos frutos dessa terra?

Por que…?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

REATIVANDO

A paz de Cristo a todos os amigos.

Depois de quase dois anos, resolvi reativar mais este meio de comunicação. Voltarei a postar uma ou outra ‘verborragia’, de vez em quando.

De antemão, deixo uma dica ao pessoal da seita dos nazarenos [risadas], que é o site www.jornalmessias.com.br. Este é um projeto de um amigo que vale à pena a visita.

Outra dica, esta mais abrangente e para quem ainda foge dos moldes impostos pelo evangelicalismo com nome de que é, mas não é, está no blog do meu amigo Ricardo: http://opensador2.blogspot.com


Até breve com mais dicas e alguns textos também.

Um fraterno abraço.

sábado, 1 de setembro de 2007

DEVOCIONAL DIÁRIO

Um exercício transcendental.

“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito...” (Shakespeare, Hamlet, Ato 2, Cena 2).

Uma criança faz dos seus brinquedos de matéria inerte, seus pais, seus amigos e até seus filhos. Naquele momento, usando as capacidades inerentes ao ser humano, ela vai além do que é mensurável aos sentidos de quem a observa. As crianças transcendem.

O prazer em Meditar na lei do Senhor é a porta de saída da casca de nóz a qual estamos submetidos, ainda neste corpo corruptível e, ao mesmo tempo, é a entrada na região que só o Homem Espiritual conhece.

Não precisamos usar de subterfúgios e idéias brilhantes, nem teatralizar ou imitar um símbolo psico-espiritual que está no top-ten evangélico, buscando passar pela mesma pseudo-experiência neo-pentecostal. Pois, se Deus não nos impôs trejeitos e nem padrões de manifestações, seria uma ignorância – ou quem sabe, simplesmente, a manutenção das tradições do misticismo brasileiro – dizer que alguém está no Espírito se falar ou fizer isso ou aquilo, pois é assim que acontece ali ou acolá.

Meditar e ter prazer no Deus da Palavra, através da Palavra desse Deus, é desbravar os caminhos que nos levam além dos muros da religião (seja esta tradicional, seja pós-moderna, seja lá o que for). A espiritualidade cristã não pode ser resumida às reuniões que chamamos de cultos, nem a meia-dúzia de chavões ditos por gente da mídia, nem mesmo aos costumes igrejeiros. Cristo nos deu toda a liberdade que encontramos em Sua Palavra e, ainda, nos deixou o Espírito Santo tanto consolador, quanto intercessor junto ao Pai.

Buscar a mesma união da trindade (ao invés de viver de plágio em plágio), esse sim, foi o desafio espiritual que só alcança quem transcende a sua própria humanidade (Jo 17. 15-23). Aí, seremos daqueles que estão firmados como árvores, junto ao ribeiro de águas. Então, mesmo que estejamos fazendo um piquenique no vale da sombra da morte, teremos a certeza de que, a Seu tempo, o Senhor os conduzirá até o lugar seguro e secreto da adoração.

Enfim, descrever a experiência e a vida cristã, para quem não tem experiência devocional - esse momento a sós com Deus - é como explicar o sabor de uma fruta típica da floresta amazônica para quem nunca comeu: Só quem provou sabe como é de fato! Portanto, “vem e vede”.

Omar Nascimento.

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