Mas há uma massa que admira e segue estes homens tão hodiernos quanto hediondos. Há pessoas que os justificam e os defendem com argumentos que nem elas conseguem sustentar. Há quem tenha seus ouvidos atentos a voz destes ‘ungidos’. Se segos, surdos ou com a mente dormente pela ignorância, não me cabe definir o indefinível. Basta atentar para o outdoor estampado pelas mãos de Oséias: “O meu povo perece por falta de conhecimento” (4.6) - e também por falta de sabedoria, de bom senso e pela bitola da ganância com o manto da bênção. Tudo isso tem ajudado a compor a caricatura do evangelicalismo brasileiro.
Foi-se o tempo em que ser um crente significava ser um homem de bem, de respeito, pai e marido honrado, dedicado a família, enfim, uma pessoa que sua conduta autenticava suas palavras. Não que seus vizinhos acreditassem nas histórias da Bíbia, mas reconheciam o crente como uma pessoa temente a Deus.
E também houve o dia em que os testemunhos lembravam muito a Palavra de Deus: “Eu roubava e já não roubo mais. Matava, mentia, odiava, traía… Mas fui alcançado e transformado pelo sangue e pelo amor de Cristo; hoje, sou liberto pelo poder de Deus”. Foi-se o tempo…
E quando alguém poderia imaginar que um homem poderia ser, ao mesmo tempo, pastor, estelionatário, missionário, usurpador, apóstolo, ladrão, ganancioso e tantas outras torpezas que envergonham qualquer cristão sério, além de colocar em cheque a eficácia do evangelho.
O que está acontecendo com a essência do evangelho, aquele que deveria ser tão puro quanto simples? Por que os fiéis estão cada vez mais infiéis? Por que os que chutam as imagens estão elegendo tantos ídolos para si? Por que o tempo das indulgências voltou com mais força ainda, pois antes se compravam pedacinhos dos céu, mas agora se priorizam a posse dos frutos dessa terra?
Por que…?









