quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
CHAMADOS PARA SER FELIZES
Seria esse o nosso chamado?
Todas as profecias sobre o nascimento, a vida e obra de Jesus, Sua morte para pagar o preço do pecado e legitimar a salvação de todo aquele que n’Ele crê e Sua ressurreição, teriam sido em função de trazer a felicidade para o homem, ainda peregrino num mundo que jaz no maligno?
O que a sociedade apresenta como sendo felicidade? Carros de luxo, bela casa, viagens dos sonhos, saúde e assim por diante. Essa seria a resposta da grande maioria das pessoas, tanto que esses são os apelos da indústria do marketing. E na crista dessa grande onda, a maior parte da cristandade diria que tudo isso não é felicidade, a não ser que fosse dado por Deus, porque Ele certamente acrescenta todas essas coisas aos seus filhos, no presente século, afinal somos filhos do Rei.
Pois é irmãos, essa é a prova de que a nossa mente está encharcada de tudo o que ouvimos e vemos a todo tempo, ao ponto do evangelho se tornar um negócio lucrativo que movimenta bilhões vendendo sonhos e deleites pessoais.
Desde que nascemos, tanto as propagandas quanto os filmes e novelas constroem os nossos objetivos de consumo, de trabalho, e até o pobre referencial de família descartável. O pior é que quem deveria estimular a renovação da mente humana e a mudança de referenciais é quem mais lucra com tudo isso:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12. 1, 2).
Falar sobre pecado, condenação e a dor profunda que tudo isso causa eternamente não são mais parte do menu servido nos centros de entretenimento da fé. O grande lance é justificar as cobiças naturais usando a própria Bíblia, a persuasão e um discurso que inflame a massa de semi-analfabetos bíblicos. Essa é a receita; adaptar e unir o que há de ‘melhor’ neste mundo com o que interessa ser extraído supostamente de Deus.
Não meus irmãos, felicidade não é andar cada um do seu jeito e fabricar engenhosamente a sua própria salvação, seus dons, ministérios, etc. Felicidade é reconhecer a nossa própria insignificância diante da autoridade do Senhor Deus. É nos submetermos a Ele, como Ele quer (não como nós idealizamos), estritamente de acordo com a Sua Palavra.
Felicidade é andar nos termos do Senhor, passando pelo caminho da graça que perdoa o arrependido. Felicidade é experimentar o amor que sara as feridas e que reestrutura nosso homem interior, nos lavando de toda a contaminação do homem perdido, sem Deus, que somos até o encontro pessoal com Cristo.
Sim, eu também gosto das boas coisas, das tecnologias, das alegrias da vida. Mas nada disso serve para reconhecer firma ou autenticar o amor de Deus por mim. Posso passar pelos vale da sombra e da morte, posso perder tudo o que tenho ou que achava que tinha, mas nada, absolutamente nada, me tirará a felicidade de ser filho de Deus.
Tudo aqui é temporário - muitas vezes declarei isso. Mas só sabemos o quanto realmente amamos a Deus quando perdemos tudo o que nos estribava e não nos resta mais nada em que nos apoiar, há não ser o Bom Pastor.
Falar é fácil, mas viver como Habacuque...
“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no DEUS da minha salvação” (3. 17, 18).
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA
"porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível"
(Mateus 17:20)
(Mateus 17:20)
Essa é a fé que une os cristãos desde o pentecostes: que Deus enviou seu Filho unigênito para que se tornasse o primogênito, de uma grande família de filhos semelhantes a Jesus
Mas quando o assunto é a fé além da fé salvífica as opiniões se multiplicam e as divergências florescem até mesmo dentro de uma mesma comunidade local.
Isso porque a fé cristã é explorada de maneira egocêntrica, é negociada, mercadejada e isso tem trazido confusão desde os tempos em que ainda estava sendo escrito Atos dos Apóstolos. Portanto, esse é mais um daqueles assuntos em que depende do prisma em que se observa, de quem está exercendo, qual o propósito e em que se infunde fé.
Por essa razão também é um tema que muitos preferem não comentar e outros, ainda, não se importam em saber e viver mais profundamente essa experiência tão distinta e tão essencial para o cristão.
Vejamos como a Bíblia explica a própria Bíblia:
“Mais outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescido, é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que as aves do céu vêm pousar nos seus ramos” (Mt 13. 31, 32).
Será que o Senhor estava focando o tamanho da fé (da semente) ou seria o desenvolvimento que a nossa fé pode ou deve alcançar (até chegar a ser como uma árvore)? Será que vale a pena entrar em uma seara como esta ou seria melhor deixar que cada um tenha sua opinião, dentro do seu entendimento do texto e 'deixa a vida levar'?
Creio que se Deus permitiu qualquer assunto dentro de sua Palavra, ele deve ser compreendido com esforço, pois o Espírito Santo nos trará o discernimento. E quando um versículo trata das palavras proferidas pelo próprio Senhor Jesus, também chamado de Palavra de Deus (Ap 19.13), creio que a nossa atenção deva ser ainda maior, bem como a humildade de pedir que o Espírito Santo nos ajude a chegar a plena compreensão e prática da Palavra do Senhor.
E por isso, depois de ter ouvido tanta coisa diferente nesse curto tempo de peregrinação que tenho como cristão, vejo a importância de se compreender que essas palavras de Cristo estão nos ensinando e nos exortando quanto ao desenvolvimento da nossa fé.
Portanto, não se trata do tamanho da fé que temos, mas de ter a fé que Ele nos coloca a disposição e cultiva-la, como a um grão de mostarda, que é a menor das sementes de hortaliça (conhecida naquele região), mas que se torna a maior delas, ao se desenvolver.
Portanto, não se trata do tamanho da fé que temos, mas de ter a fé que Ele nos coloca a disposição e cultiva-la, como a um grão de mostarda, que é a menor das sementes de hortaliça (conhecida naquele região), mas que se torna a maior delas, ao se desenvolver.
Inicialmente, assim também é a nossa fé em Cristo e em sua Palavra, insignificante no seu tamanho, mas suficiente para a salvação de todo aquele que n’Ele crê. Contudo, Jesus nos dá o caminho que devemos seguir quanto a fé. Precisamos dessa semente que Ele mesmo nos provê, mas há a necessidade de planta-la próxima da fonte das águas (a Palavra), aduba-la e desenvolve-la até que amadureça.
Creio que o labor de cada pastor-mestre que o Senhor chama, prepara e constitui autoridade espiritual, em uma comunidade local, seja exatamente esse. É triste constatar que muitos se perdem em questões periféricas e a fé é mal ensinada, mal trabalhada e as pessoas deixam de amadurecer e alcançar a estatura de varão perfeito, almejada pelo nosso Senhor a cada um de seus filhos.
O meu intento é que você e eu possamos andar nos caminhos que a graça nos proveu, nos humilhando diante do Pai, clamando assim como os discípulos fizeram diante de Cristo:
“Acrescenta-nos a fé” (Lc 17.5).
Pense nisso.
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