terça-feira, 28 de agosto de 2007

Devo guardar a Lei para ser salvo?

A Bíblia deixa claro que a salvação não é pela guarda da lei (leia Gálatas). A lei tanto teve o papel de mostrar o pecado devidamente maligno (Rm 7.13) e também de servir de "aio" (ou ama) para que o homem viesse a conhecer a Cristo (Gl 3.24,25). Um irmão descreveu a lei como uma escada de madeira dentro de um poço onde está caído um homem. Essa escada é boa, só que tem os seus degraus muito longe uns dos outros, tornando impossível de ser usada por um homem.

Em Mateus 5.17 e Romanos 3.31 diz que Cristo veio cumprir a lei, ou seja, Ele se sujeitou debaixo da lei (Gl 4.4), viveu em perfeita obediência à lei (Jo 8.46; Mt 17.5; 1 Pd 2.21‑23); foi um ministro da lei aos judeus, limpando os erros que eles haviam introduzido (Lc 10.25‑37) e confirmando, ao mesmo tempo, as promessas feitas aos patriarcas (Rm 15.8). Por meio de Sua vida santa e de Sua morte ele cumpriu todos os itens da lei (Hb 9.11‑26), e levou sobre Si mesmo a maldição da lei a fim de que todos os que cressem pudessem participar das bênçãos do pacto com Abraão (Gl 3.13,14). Mediante Sua obra, Cristo transportou a todos os que crêem, do lugar de servos da lei para a posição de filhos de Deus (Gl 4.1‑7). Ele serviu por seu sangue, de mediador de uma nova aliança de graça, na qual os crentes estão firmes (Rm 5.2; Hb 8.6‑13). Portanto Ele veio cumprir a lei (o que é impossível ao homem). Portanto, a lei não foi anulada, mas ela serve apenas para mostrar que o homem é pecador (Rm 7.7) e não tem poder para salvá‑lo.

O trecho de Tiago 2.8‑11 mostra a impossibilidade de se receber a salvação pela guarda da lei, pois aquele que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tornou‑se culpado de todos. Quando se trata de transgredir em atos, como não matar, não roubar ou não adulterar, é possível que alguém consiga se prender em uma jaula pelo restante de sua vida e não fazer nenhuma destas coisas. Mas quando se trata de não cobiçar, que é algo que se passa em nosso coração, vemos a impossibilidade de se cumprir toda a lei (pois tropeçando‑se neste ponto, os outros ficam todos comprometidos). E quem não cobiça? Cobiçar é algo que se passa a nível de pensamento e é algo instantâneo que muitas vezes só percebemos depois de já havermos cobiçado. E foi exatamente neste ponto que o apóstolo Paulo compreendeu sua impossibilidade de ser justificado pela lei: "eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim toda a concupiscência: porquanto sem a lei estava morto o pecado" (Rm 7.7,8). E a situação fica mais grave ainda quando vemos que, pelo que o Senhor disse em Mateus 5.21,22,27,28, qualquer mandamento pode ser transgredido só em pensamento.

Tiago 2.14‑26 é, aos olhos de muitos, uma justificativa para a salvação por obras. Mas não é assim. Se você comparar a passagem com Romanos 4 irá lhe parecer uma contradição. Tiago diz: "Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?... vedes, então, que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé". Paulo, em Romanos, diz: "Se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus". Parece uma contradição, mas a Palavra de Deus não se contradiz. Portanto, o erro não está na Palavra, mas na interpretação errada que os homens fazem. É preciso compreender o contexto de ambos os livros, Romanos e Tiago.

O primeiro, Romanos, nos fala da justificação DIANTE DE DEUS. Por outro lado, Tiago fala da justificação DIANTE DOS HOMENS. E você verá esta característica em todo o livro. Por exemplo, em Tiago diz: "TU tens a fé, e EU tenho as obras: mostra‑ME a TUA fé sem as TUAS obras, e EU te mostrarei a MINHA fé pelas MINHAS obras" (Tg 2.18). Você consegue perceber que o relacionamento é todo entre homens? Somos justificados (tidos por justos) diante dos homens por nossas obras, pois eles não conhecem nosso coração. Nossas obras são, para os homens, a evidência de nossa fé. Por isso Paulo diz: "Se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus" (Rm 4.2). Ou seja, Abraão tinha obras com que se gloriar diante dos homens, podendo ser considerado justo, pelas mesmas obras, diante deles. Mas não diante de Deus. Deus sonda o coração e só Ele sabe se aquelas obras provém da fé. Assim, Romanos fala de nossa justificação (sermos tidos por justos) diante de Deus, e não há obra, por melhor que seja, que possa enganar a Deus se não tivermos fé em nosso coração.

A falta de compreensão deste aspecto de Tiago, que é a profissão exterior da fé manifesta em obras (que você encontrará em todo o livro), leva muitos a usar Tiago 2.19 como justificativa para dizer que não basta crer. Porém ali não diz que o diabo é crente, mas que os demônios crêem que há um só Deus, e não só crêem como também estremecem. Mas não é o fato de crermos que há um só Deus que nos dá a salvação. Os muçulmanos (maometanos) crêem que há um só Deus e nem por isso estão salvos. Não é por crermos que há um só Deus que somos salvos, mas por crermos em Jesus Cristo; por aceitarmos que Ele é o sacrifício enviado por Deus para a remissão (retirada) de nosso pecado. E que Ele ressuscitou ao terceiro dia, tendo assim o Seu sacrifício sido aceito por Deus (Leia 1 Co 15.1‑4).

E existe uma diferença entre CRER e ACREDITAR. Apenas para dar um exemplo, uma pessoa pode ACREDITAR que um famoso cirurgião seja capaz de fazer um transplante de coração. Porém, tal pessoa terá que CRER na habilidade daquele cirurgião (e achar‑se doente) para deitar‑se numa mesa de operações e permitir que o médico lhe tire o coração e coloque outro no lugar. O fato de crer não se trata apenas de "saber" ou "acreditar" a respeito de algum assunto, mas receber em sua própria vida a ação daquilo ou daquele em quem se crê. No caso da salvação, cremos ao aceitarmos a Cristo como Salvador, o que demônio algum fez e jamais fará. Aqueles que usam erradamente a passagem em Tiago o fazem com malícia e tendo segunda intenção, ou seja, tentar convencer as pessoas de que não basta apenas crer em Cristo, mas que também seria preciso fazer alguma coisa mais, como se a Obra de Cristo não fosse perfeita.

(Mário Persona)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

SÓ ENTENDE QUEM TRANSCENDE...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

NOTÍCIAS DO FRONTE 3

Amigos e irmãos em Cristo,

Paz e saúde.

Este é o terceiro Notícias do Fronte, buscando sempre deixar atualizados os envolvidos, direta ou indiretamente, com a nova Missão da Igreja do Nazareno, em Canoas-RS, região metropolitana de Porto Alegre.

Permitam-me lembrar que a Igreja brasileira considera o Rio Grande do Sul do país como uma região não alcançada pelo evangelho. O último senso revelou que o crescimento do cristianismo no Estado é de pouco mais de 3%, abaixo de todos os demais da federação, alguns, alcançando 16,5%.

É bem verdade que existem igrejas cristãs por aqui, mas infelizmente ainda não alcançaram uma expressão regional efetiva. O dado mais conhecido é o fato de que, se hoje nascessem 1000 igrejas, esse número total não chegaria a média das demais cidades e/ou estados do Brasil. Isso sem falar na herança iluminista, influenciada pela colonização européia cujo reflexo é o ceticismo escancarado. E isto misturado com o misticismo, que encontrou solo tão fértil que alcançou o patamar de estado mais espírita da nação, ao ponto de deixar a Bahia ‘de todos os santos’ com inveja e ser a primeira cidade a possuir um 'macumbódromo'.

Muitas igrejas locais reagiram ao status quo espiritual da cidade e se reuniram para lançar no rio Guaíba, o maior e mais famoso daqui, uma tonelada de sal grosso, com a suposta pretensão de quebrar a maldição da cidade. É a personificação do tragicômico!

Apesar de não podermos contra-argumentar com os fatos, também não podemos ficar de braços cruzados. E assim o Senhor tem despertado muitas igrejas de diferentes denominações para o gigante gaúcho adormecido. A Igreja do Nazareno não tem ficado de fora e passou a investir e reestruturar sua organização nacional e regional.

Nesse ínterim, nasce uma nova Igreja do Nazareno gaúcha, em Canoas, cravada as margens da BR 116, portal de entrada da capital farroupilha. Essa missão, naturalmente, tem se levantado com o fervor evangelístico, mesmo correndo contra todas as estatísticas, pois cremos que o Senhor é maior do que quaisquer números negativos e que o Seu “Ide” também alcança este lugar, assim como tem feito em todo o Brasil.

Nas concentrações de domingo, temos tido agradáveis surpresas. Neste último, por exemplo, recebemos a visita de 16 pessoas que disseram já conhecer a Igreja do Nazareno, mas que atualmente estavam entre uma e outra denominação – que a graça do Pai seja sobre eles e sobre nós também. As conversões dos pais e do irmão de um dos jovens vieram como fator motivacional e emocionante para todos da nossa missão. Outra boa notícia da última reunião foi a confissão pública de fé de um senhor, fruto da tarde de evangelismo que realizamos todos os sábados. As nossas aulas estão sendo freqüentadas pela grande maioria dos membros desta missão, o que tem colaborado muito no processo de consolidação da igreja e da identidade nazarena.

Encerro este breve relato deixando a minha gratidão expressa aos meus amigos e familiares, que tanto tem confiado em nosso trabalho, ao ponto de estarem comprometidos em ofertar continuamente, em amor e unidade, dentro do que o Espírito Santo orienta aos irmãos na fé. Em breve, faremos clips e fotos, mostrando alguns dos flashes do cotidiano desta missão. Todos os irmãos que nos adotaram receberão uma mídia com esse conteúdo. Vocês fazem parte da realização do nosso primeiro sonho, que foi a locação de um cinema desativado de 200 lugares e bem localizado numa das principais vias da cidade, passagem obrigatória para quem chega ou sai de PoA. Agora, estamos trabalhando muito na recuperação das instalações, mesmo com as restrições orçamentárias comuns a todos e, principalmente, a uma missão onde o único carro da igreja é o do pastor. Mas cremos que o Senhor proverá todas as necessidades. E cremos até que, no futuro, poderemos comprar a propriedade e, em fases subseqüentes, adquirir os terrenos e casas que estão ao redor. Por que não?

Sonhadores? Sim somos, mesmo porque ainda ñ se paga imposto para tanto. Mas temos a consciência de que o preço para a realização é tão alto quanto o tamanho do sonho. Bom, como a Obra é do Senhor e, se formos fiéis a Ele e sensíveis as Suas orientações, estamos certos de que Obras cada vez maiores deixarão de serem sonhos.

Esse dias eu li uma frase que se alinha com a nossa realidade: “Sem saber que era impossível, foi lá e fez”. Continuamos a contar com os apaixonados pelo Reino. Lembrem-se de nós nas suas orações. Se possível, motive mais alguém ou alguma igreja a abraçarem esta iniciativa de menos de 4 meses, mas com frutos além dos que já foram narrados, pois, quando ouvirem falar da expansão do evangelho e da Igreja do Nazareno no Rio Grande do Sul, poderão dizer: “Nós fizemos parte deste processo. Valeu à pena!”.

Um fraternal abraço e que o amor de Cristo transborde em seus corações.
Omar Nascimento

Newer Posts Older Posts
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...